Dilma apela ao STF, que a condenou, para desmascarar golpe de Estado

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Publicado quinta-feira, 21 de novembro de 2019 as 15:04, por: CdB

O próximo movimento, na ação junto ao Supremo, deverá ocorrer nesta sexta-feira, quando os ministros tendem a analisar um recurso para que o caso seja examinado. O advogado de Dilma é o mesmo que a defendeu, durante o período de transcurso do pedido de impedimento, na Câmara e no Senado.

 

Por Redação – de Brasília

 

Derrubada no golpe de Estado imposto por segmentos do Judiciário, do Legislativo e da mídia, há três anos e meio, a presidenta deposta Dilma Rousseff (PT) acredita, agora, que o Supremo Tribunal Federal (STF), que mediou a votação no Congresso para o seu afastamento do poder, poderá se redimir e anular o processo. A ação teve início em setembro de 2016 e, até agora, não evoluiu.

Dilma, em sua última aparição pública, neste domingo, após conhecer da sua derrota na eleição para o Senado, por Minas Gerais
Dilma, que sofreu uma derrota na eleição para o Senado, por Minas Gerais, vê seu aliado e ex-governador Fernando Pimentel ser condenado a 10 anos de prisão

O próximo movimento, na ação junto ao Supremo, deverá ocorrer nesta sexta-feira, quando os ministros tendem a analisar um recurso para que o caso seja examinado. O advogado de Dilma é o mesmo que a defendeu, durante o período de transcurso do pedido de impedimento, na Câmara e no Senado.

O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo informa que sua cliente aguarda o julgamento de embargos de declaração com efeitos infringentes; uma espécie de contestação, em que a defesa pede explicações adicionais sobre decisão anterior e requer novo julgamento.

Mineira

Dilma alega, em sua argumentação, que o processo todo foi fraudulento, a começar pela sessão na Câmara, comandada por Eduardo Cunha, então presidente da Casa, hoje preso por corrupção. Segundo a petista, a aceitação do caso por parte do STF ajudaria a restabelecer a verdade sobre o que demonstra ter sido um golpe parlamentar.

A mineira Dilma Rousseff, no entanto, percebe que os ânimos da Justiça andam azedos para as causas de seus conterrâneos. Nesta manhã, a Justiça Eleitoral condenou o ex-governador Fernando Pimentel (PT) a 10 anos e seis meses de reclusão em regime fechado por tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

O petista, entretanto, poderá recorrer em liberdade da decisão. Caso transitada em julgada, a sentença da juíza Luzia Divina Peixoto, da 32ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte ainda cassa os direitos políticos de Pimentel.

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