Dólar firma cotação no maior patamar dos últimos semestres

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Publicado quarta-feira, 27 de novembro de 2019 as 17:26, por: CdB

O Ibovespa, por sua vez, ensaiava uma sessão de ajustes nos primeiros negócios, neste pregão, com investidores esperando um dia mais tranquilo após a forte queda da véspera, guiada pelas preocupações relacionadas à desvalorização do real frente ao dólar. A expectativa, no entanto, não se confirmava. Às 14:34, o índice sofria queda 0,30%, a 106.742,59 pontos.

 

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

 

O dólar ampliava a alta contra o real, nesta quarta-feira, ficando acima dos R$ 4,26, depois de atingir recordes históricos na sessão anterior, com os investidores atentos à atuação do Banco Central diante da disparada recente da moeda norte-americana.

O índice Ibovespa fecha em campo negativo, diante alta consistente da moeda norte-americana
O índice Ibovespa fecha em campo negativo, diante alta consistente da moeda norte-americana

O Ibovespa, por sua vez, ensaiava uma sessão de ajustes nos primeiros negócios, neste pregão, com investidores esperando um dia mais tranquilo após a forte queda da véspera, guiada pelas preocupações relacionadas à desvalorização do real frente ao dólar. A expectativa, no entanto, não se confirmava. Às 14:34, o índice sofria queda 0,30%, a 106.742,59 pontos.

No mesmo horário, o dólar avançava 0,57%, a R$ 4,2641 na venda. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez registrava alta de 0,67%, a R$ 4,2635. Na mínima, a cotação chegou a R$ 4,2279 na venda; uma queda de 0,28%.

Na véspera, dólar fechou o pregão em alta de 0,59%, a R$ 4,2398 na venda, um recorde histórico, e chegou a tocar os R$ 4,2785 na máxima intradia. Diante desse salto histórico, o Banco Central promoveu, na terça-feira, dois leilões extraordinários, e seu presidente, Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia poderia repetir as intervenções cambiais neste pregão em caso de novos gaps de liquidez.

Volatilidade

A uma plateia de empresários, em Brasília, Campos Neto reforçou que o câmbio é flutuante e o BC age apenas em caso de problemas de liquidez ou para atenuar movimentos que estão fora do padrão normal.

— A decisão do BC de ampliar a oferta de dólares é para aparar os excessos, já que o fluxo de saída de final de ano (juros, dividendos de grandes empresas) é mais acentuado — explica o chefe de renda variável da Vero Investimentos, Fábio Galdino, sobre a decisão da autarquia.

As previsões do analista de câmbio da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva Filho, confirmaram a atuação extraordinária do Banco Central neste pregão, em mais um dia marcado pela volatilidade.

— Provavelmente, o mercado testará os níveis recordes que foram batidos ontem, perto dos R$ 4,26. Acredita-se que o Banco Central atuará novamente, e, a partir do momento em que atuar, a tendência do dólar é arrefecer — previu, no início do dia.

Fatores locais

No cenário externo, foram divulgados nesta quarta-feira dados sobre o Produto Interno Bruto dos Estados Unidos, que cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no terceiro trimestre. Cristiane Quartaroli, economista do banco Ourinvest, explicou que a leitura foi melhor do que a expectativa, sinalizando recuperação da economia norte-americana.

Tal cenário corrobora a força do dólar no mundo e que, contra o real, é endossada por fatores locais. Moedas emergentes pares do real, como o peso mexicano e a lira turca, operavam em baixa contra o dólar, numa sessão de forma geral positiva para a moeda norte-americana no mundo.

O índice do dólar contra uma cesta de moedas tinha alta de 0,17%.

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