Dólar passa por ajuste e recua contra moeda brasileira

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Publicado segunda-feira, 11 de novembro de 2019 as 13:51, por: CdB

Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 1,83%, a R$ 4,1684na venda, acumulando avanço de 4,34% na semana, maior ganho semanal da moeda em mais de 14 meses.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

Após fechar a sexta-feira com a maior alta semanal em mais de um ano, o dólar sofria ajuste e recuava contra o real nesta segunda-feira, em meio a um cenário ainda marcado pela incerteza política doméstica e pela cautela comercial no exterior.

O Ibovespa registrava leve queda na sessão desta segunda-feira, com a instabilidade política que tomou conta do Brasil e da América Latina
O Ibovespa registrava leve queda na sessão desta segunda-feira, com a instabilidade política que tomou conta do Brasil e da América Latina

Às 10:35, o dólar recuava 0,27%, a R$ 4,1570 na venda. Na sexta-feira, o dólar fechou em alta de 1,83%, a R$ 4,1684na venda, acumulando avanço de 4,34% na semana, maior ganho semanal da moeda em mais de 14 meses.

O dólar futuro de maior liquidez tinha queda de 0,16% neste pregão, a R$ 4,162.

– O que explica o movimento de abertura seria a correção após a divisa ter acumulado uma desvalorização acentuada na semana passada – explicou Camila Abdelmalack, economista da CM Capital Markets.

– Na semana passada houve uma apreciação bem expressiva por conta da frustração com o leilão da cessão onerosa, a decisão do STF que derrubou a prisão após condenação em segunda instância, a soltura do Lula… Tudo isso contribuiu para a desvalorização do real – disse.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a sede da Polícia Federal em Curitiba na sexta-feira, onde estava preso desde abril do ano passado, após o juiz federal Danilo Pereira Júnior determinar sua liberdade.

O despacho do magistrado atendeu a pedido de defesa de Lula feito após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir, no final da quinta-feira, reverter por 6 votos a 5 o entendimento de que era possível o início do cumprimento da pena após condenação em segunda instância.

A corte decidiu que, para que a pena de prisão comece a ser cumprida, é necessário que todos os recursos possíveis estejam esgotados, o chamado trânsito em julgado.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no sábado que as negociações comerciais com a China estavam seguindo “muito bem”, mas que os EUA só fechariam um acordo com Pequim se esse fosse o negócio certo para os norte-americanos.

Na sexta-feira, uma autoridade sênior do governo dos Estados Unidos afirmou que a Casa Branca está “muito otimista” de que obterá um acordo na chamada “fase um” do pacto com a China antes do final do ano.

Os mercados de moedas emergentes no exterior tinham viés de queda no dia, devido à falta de progresso positivo expressivo nas negociações comerciais entre EUA e China. As divisas pares do real, como o peso mexicano, a lira turca e o rand sul-africano, recuavam contra o dólar.

Sobre o movimento do real no decorrer desta segunda-feira, Abdelmalack disse que “ainda temos indefinição” e completa: “O mercado está tentando se ajustar.”

O Banco Central vendeu nesta segunda-feira todos os 12 mil contratos de swap cambial reverso e todos os US$ 600 milhões em moeda spot ofertados.

Ibovespa com leve recuo

O Ibovespa registrava leve queda na sessão desta segunda-feira, com a instabilidade política que tomou conta do Brasil e da América Latina nos últimos dias ainda repercutindo, enquanto investidores mantêm atenção sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 11h16, o Ibovespa caía 0,12%, a 107.495,07 pontos. O volume financeiro somava 2,26 bilhões de reais.

Após perder 0,52% na semana passada, depois de quatro altas semanais consecutivas, o Ibovespa continua operando com viés negativo, com agentes financeiros ainda estudando os possíveis desdobramentos da liberdade do ex-presidente Lula no cenário político doméstico.

Analistas da XP Investimentos avaliam que a liderança política de Lula pode atrapalhar a vida do governo no Congresso, em especial, nas pautas econômicas impopulares.

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