Dólar recua frente ao real de olho no mercado internacional

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Publicado terça-feira, 20 de agosto de 2019 as 11:16, por: CdB

Na segunda-feira a moeda norte-americana teve alta de 1,60%, a R$ 4,0677 na venda, maior nível de fechamento desde 20 de maio

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar recuava frente ao real nesta terça-feira, em meio a ajustes após a forte alta registrada no dia anterior, com investidores monitorando as medidas de estímulos de bancos centrais para afastar o risco de uma recessão global ainda em meio as incertezas comerciais.

Às 9:56, o dólar recuava 0,68%, a R$ 4,0400 na venda.

Na segunda-feira, o dólar teve alta de 1,60%, a R$ 4,0677 na venda, maior nível de fechamento desde 20 de maio
Na segunda-feira, o dólar teve alta de 1,60%, a R$ 4,0677 na venda, maior nível de fechamento desde 20 de maio

Na véspera, o dólar teve alta de 1,60%, a R$ 4,0677 na venda, maior nível de fechamento desde 20 de maio, diante de mais dúvidas sobre novas quedas de juros nos Estados Unidos, movimento que poderia aumentar a oferta de moeda em países como o Brasil.

Neste pregão, o dólar futuro tinha queda de 0,85%.

Para o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, o mercado de câmbio está se ajustando depois de uma valorização exagerada na véspera, mas ainda segue monitorando todas as questões externas, como os possíveis estímulos dos principais países para conter uma desaceleração global.

– O quadro ainda é de muita incerteza e volatilidade justamente por conta dessas questões externas. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China afeta o apetite por ativos mais arriscados, como é o caso do real, além das preocupações com uma possível recessão global – afirmou Campos Neto.

– Tudo depende do que acontece lá fora – completou.

Segundo analistas da XP Investimentos, os investidores continuam à espera de quaisquer sinais do Federal Reserve sobre o futuro da taxa de juros nos EUA. A ata da última reunião do Fed será divulgada na quarta-feira.

-“(Recentes) Dados robustos de consumo e inflação nos EUA enfraqueceram a possibilidade de que o Fed vai cortar os juros preventivamente, mantendo o tema sobre inversão das curvas de juros, saídas de recursos de emergentes e mercados de ações mais fracos”, disseram estrategistas do Morgan Stanley em nota a clientes.

O tom de dúvida sobre um Fed mais disposto a cortar os juros foi reforçado nesta tarde por comentários do presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, membro votante do Fomc.

Na cena doméstica, o Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento outubro de 2019.

Wall Street

Na segunda-feira, os mercados de ações dos Estados Unidos fecharam em alta com notícias de esforços para estímulos na China e na Alemanha amenizando temores de uma grave desaceleração econômica, que se acumularam na semana passada conforme os rendimentos de bônus recuaram.

O índice Dow Jones subiu 0,96%, a 26.136 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 1,210588%, a 2.924 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,35%, a 8.003 pontos.

O índice S&P 500 recuperou a maior parte de suas perdas registradas após a breve inversão da curva de rendimentos dos Treasuries na quarta-feira, quando as taxas dos títulos de dez anos caíram abaixo dos “yields” dos papéis de dois anos. A inversão é comumente vista como um indicador de recessão nos próximos dois anos.

Depois de cair quase 3% na quarta-feira, o S&P 500 subiu em cada uma das últimas três sessões.

O banco central da China apresentou no sábado uma importante reforma dos juros para ajudar a reduzir os custos de empréstimo para empresas e sustentar a economia, que vem sendo afetada pela guerra comercial com os Estados Unidos.

No último domingo, o ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, sugeriu que Berlim poderia disponibilizar até 50 bilhões de euros (US$ 55 bilhões) em gastos adicionais.

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