Dólar registra forte queda e bate mínimas em duas semanas

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Publicado sexta-feira, 6 de setembro de 2019 as 13:26, por: CdB

Às 11:35, o dólar recuava 1,16%, a R$ 4,0620 na venda. A cotação operava nas mínimas em duas semanas.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar mostrava forte queda ante o real nesta sexta-feira, na esteira do mercado de trabalho dos Estados Unidos, e à espera do discurso do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, ainda para esta sexta.

Às 11:35, o dólar recuava 1,16%, a R$ 4,0620 na venda. A cotação operava nas mínimas em duas semanas. Na B3, o dólar futuro de maior liquidez cedia 1,25%, a R$ 4,0625.

Às 11:35, a moeda norte-americana recuava 1,16%, a R$ 4,0620 na venda

Para Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora, a divulgação dos dados de geração de empregos nos EUA elevou as expectativas de cortes futuros na taxa de juros do Fed, o que trouxe mais ânimo para os mercados.

– Mais uma vez, o movimento do dólar frente ao real está todo pautado pelo cenário externo. Houve um aumento nas apostas de cortes de juros nos EUA e isso acaba favorecendo o clima por aqui. Agora, basta esperar pelas sinalizações do Powell sobre a postura do Fed diante desses dados – disse.

A economia dos Estados Unidos gerou, em termos líquidos, 130 mil empregos em agosto, mostrou um relatório do Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.. O dado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela Reuters, que esperavam a criação de 158 mil novas vagas.

Moedas emergentes pares do real, como rand sul-africano e o peso mexicano, também se valorizavam frente ao dólar. Contra uma cesta de moedas, o dólar tinha queda de 0,15%, a 98,268.

As atenções agora se voltam para a fala de Powell ainda nesta sexta às 13h00 (horário de Brasília).

No cenário doméstico, o BC vendeu todos os 580 milhões de dólares em moeda física nesta sexta-feira e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados —nos quais assume posição comprada em dólar.

Ibovespa

O índice de referência da bolsa paulista nesta sexta-feira, mais uma vez com bancos entre os principais suportes, enquanto agentes financeiros contrabalançam números sobre emprego nos EUA e corte de compulsório na China, tendo de pano de fundo a falta de viés definido em Wall Street e queda nos preços do petróleo.

Às 11:23, o Ibovespa subia 0,49 %, a 102.748,23 pontos. O volume financeiro somava R$ 3,169 bilhões.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho divulgou a criação de 130 mil postos de trabalho na folha de pagamento não agrícola em agosto, aquém das expectativas no mercado, e taxa de desemprego em 3,7%, enquanto o salário médio por hora trabalhada subiu 0,4%.

Apesar de números mais fracos de emprego endossarem apostas de cortes nos juros norte-americanos, a melhora na renda atenua prognósticos de ações mais agressivas pelo Federal Reserve.

Além do ‘payroll’, também repercutia decisão do banco central da China de reduzir a quantidade de dinheiro que os bancos devem reter como reservas, liberando um total de 900 bilhões de iuanes (US$ 126,35 bilhões) em liquidez para dar fôlego à economia em desaceleração.

Wall Street

Os índices acionários dos Estados Unidos mostravam leve alta nesta sexta-feira, quando dados de empregos encerraram uma semana de sinais econômicos mistos sobre a economia doméstica, enquanto um novo plano de estímulo da China ajudava a aliviar algumas preocupações em torno do crescimento global.

Às 12:28 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,29%, a 26.806 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,211022%, a 2.982 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,16%, a 8.130 pontos.

Os mercados globais subiram depois que o banco central da China disse que vai reduzir a quantidade de dinheiro que os bancos devem manter como reservas, liberando um total de 900 bilhões de iuanes (US$ 126,35 bilhões) em liquidez.

O crescimento mais lento do que o esperado na criação de vagas de trabalho em agosto sugeriu uma desaceleração da economia norte-americana, ajudando a consolidar as expectativas de um corte na taxa de juros pelo Federal Reserve no final deste mês.

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