Dólar registra queda contra moeda brasileira

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Publicado quinta-feira, 17 de outubro de 2019 as 13:44, por: CdB

Nesta sessão, o BC vendeu todos os US$ 525 milhões em moeda spot ofertados, e 10.500 contratos de swap cambial reverso (oferta de 10.500 contratos).

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar operava em queda contra o real nesta quinta-feira, em dia em geral de fraqueza da moeda norte-americana no exterior, com agentes do mercado ainda reagindo ao anúncio de um acordo do Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia.

As moeda emergentes pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano, também se valorizavam frente ao dólar, enquanto o índice do dólar contra uma cesta de moedas tinha queda de 0,24%
As moeda emergentes pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano, também se valorizavam frente ao dólar, enquanto o índice do dólar contra uma cesta de moedas tinha queda de 0,24%

Às 10:26, o dólar recuava 0,61%, a R$ 4,1287 na venda. Neste pregão, o dólar futuro tinha queda de 0,53%, a R$ 4,133. O dia, no entanto, era marcado por certa volatilidade, com a moeda norte-americana tendo tocado o nível de R$ 4,1659 na máxima intradia.

Para o economista-chefe da Geral Investimentos, Denilson Alencastro, o movimento de oscilação do dólar se deve ao fato de a sessão não ter a atuação de um grande fator de direcionamento de mercado, apesar de certo otimismo em relação ao Brexit.

– Os investidores estão à espera de um grande ‘driver’. O mercado está usando a notícia do Brexit como justificativa para as movimentações, mas não acredito que a notícia seja forte o suficiente para guiar a moeda pelo restante da sessão – afirmou Alencastro.

Nesta quinta-feira, o Reino Unido fechou um acordo de última hora sobre a separação da União Europeia, mas ainda enfrenta o desafio de conseguir que o texto seja aprovado pelo Parlamento britânico.

Johnson agora precisa obter a aprovação do acordo em uma votação a ser realizada em uma sessão extraordinária do Parlamento no sábado para abrir caminho para uma saída organizada em 31 de outubro.

As moeda emergentes pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano, também se valorizavam frente ao dólar, enquanto o índice do dólar contra uma cesta de moedas tinha queda de 0,24%, a 97,779.

Na cena doméstica, investidores também se mantêm atentos ao julgamento que pode rever a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o início de cumprimento da pena após a condenação em segunda instância nesta quinta-feira.

Nesta sessão, o BC vendeu todos os US$ 525 milhões em moeda spot ofertados, e 10.500 contratos de swap cambial reverso (oferta de 10.500 contratos).

Wall Street

Os índices acionários dos Estados Unidos subiam nesta quinta-feirqa, sustentadas pela Netflix e pelo Morgan Stanley após resultados favoráveis, e com investidores também animados com o acordo preliminar de última hora do Reino Unido com a União Europeia.

Às 11:53 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,14%, a 27.039 pontos, enquanto o S&P 500 ganhava 0,417435%, a 3.002 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,37%, a 8.154 pontos.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que “temos um ótimo novo acordo sobre o Brexit”, melhorando o humor entre as ações globais, mas ele ainda enfrentará uma votação difícil no Parlamento no sábado.

– Parece que o acordo do Brexit está sendo visto como modestamente positivo pelos investidores, mas junto com o acordo comercial entre EUA e China, o diabo está nos detalhes – disse Michael Geraghty, estrategista de ações do Cornerstone Capital Group.

– De onde estamos agora, os investidores estão vendo o copo meio cheio – completou.

As ações da Netflix subiam 4,8% depois que a provedora de serviços de streaming de vídeo reportou um pouco mais de assinantes pagantes do que Wall Street esperava no terceiro trimestre.

A ação ajudava o setor de serviços de comunicação a ganhar 0,7%, a maior alta entre os 11 principais setores do S&P 500. O Morgan Stanley avançava 3,6% depois que o banco superou as expectativas dos analistas quanto ao lucro trimestral, impulsionado por maiores receitas com negociação de títulos e taxas de consultoria de fusões e aquisições.

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