Dólar sobe mais de 1% ante real após megaleilão frustrado

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Publicado quarta-feira, 6 de novembro de 2019 as 12:05, por: CdB

Às 11:30, o dólar avançava 1,62%, a R$ 4,0580 na venda. O dólar futuro operava em alta de 1,69%, a R$ 4,068.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar reverteu seu curso e avançava mais de 1% em relação ao real nesta quarta-feira, devido à frustração dos investidores com a participação de empresas estrangeiras no megaleilão da cessão onerosa.

Às 11:30, o dólar avançava 1,62%, a R$ 4,0580 na venda. O dólar futuro operava em alta de 1,69%, a R$ 4,068.

Às 11:30, o dólar avançava 1,62%, a R$ 4,0580 na venda. O dólar futuro operava em alta de 1,69%, a R$ 4,068
Às 11:30, o dólar avançava 1,62%, a R$ 4,0580 na venda. O dólar futuro operava em alta de 1,69%, a R$ 4,068

O consórcio Petrobras/CNODC/CNOOC arrematou nesta quarta-feira o bloco de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, durante a Rodada de Licitações do Excedente da Cessão Onerosa. Não houve outra oferta pelo bloco, no qual a Petrobras será operadora com 90% de participação, em um desdobramento decepcionante para o megaleilão do pré-sal.

Além disso, apenas Petrobras fez oferta pelo bloco Itapu. O resultado confirmou os temores de que as empresas estrangeiras não seriam tão agressivas nos lances para a cessão onerosa, diminuindo a expectativa de entrada de fluxo no mercado.

– Há frustração em relação ao leilão, com a Petrobras levando 90% do consórcio de Búzios – disse Flavio Serrano, economista sênior do banco Haitong.

– Havia expectativa de maior participação de empresas estrangeiras – completou.

Segundo Serrano, a dinâmica da moeda norte-americana vai depender do andamento do leilão.

No entanto, várias empresas manifestaram cautela sobre os altos bônus de assinatura. Duas gigantes que antes eram consideradas concorrentes viáveis, a britânica BP e a francesa Total, anunciaram desistência.

Ainda no cenário doméstico, segundo Alencastro, os investidores continuavam voltados para o pacote econômico entregue ao Senado na terça-feira.

– O mercado ainda está digerindo as medidas do (ministro da Economia) Paulo Guedes, que provavelmente não serão aprovadas este ano – afirmou.

No exterior, os investidores aguardavam novos desdobramentos na frente comercial Estados Unidos-China, enquanto as duas maiores economias do mundo trabalham na busca de um local para a assinatura da “fase um” de um acordo entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, com expectativa de retirada de tarifas.

– A expectativa de redução de tarifas dos Estados Unidos sobre a China… é algo que trouxe mais otimismo para o mercado – completou Alencastro.

As moedas emergentes pares do real, como a lira turca e o peso mexicano, rondavam a estabilidade contra o dólar. O índice que mede a moeda norte-americana contra uma cesta de seis outras divisas tinha queda de 0,19%, a 97,796.

O Banco Central não vendeu contratos de swap cambial reverso nem dólar à vista nesta quarta-feira, de oferta de até US$ 12 mil e US$ 600 milhões, respectivamente.

Adicionalmente, a autarquia também ofertará contratos de swap tradicional, para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Ibovespa recua

A bolsa paulista começava a quarta-feira com o Ibovespa ao redor da estabilidade, em pregão marcado pelo esperado megaleilão de áreas para exploração de petróleo e gás, tendo de pano de fundo um viés relativamente positivo em praças acionárias no exterior.

Às 10:03, o Ibovespa caía 0,02%, a 108.692,94 pontos.

Índices chineses

Os mercados acionários da China fecharam em baixa nesta quarta-feira, após subirem por três sessões consecutivas devido ao humor melhor em relação às negociações comerciais com os Estados Unidos.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,45%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,43%, devolvendo os ganhos vistos mais cedo na sessão.

Os investidores aguardam mais acontecimentos sobre as negociações comerciais, bem como mais clareza sobre afrouxamento de políticas monetárias, dizem analistas.

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