Eletrobras visa colocar Angra III sob gestão nuclear internacional

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Publicado quarta-feira, 6 de junho de 2018 as 16:04, por: CdB

As três representantes internacionais são importantes fabricantes de equipamentos para a geração de energia nuclear.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

O memorando de entendimentos assinado entre a estatal brasileira Eletrobras e a francesa EDF para cooperação na área nuclear, soma-se a outros dois acordos prévios. A empresa pública fechou entendimento com a chinesa China National Nuclear Corporation (CNNC) e com a russa Rosatom.

Cooperação

O complexo nuclear de Angra dos Reis opera com capacidade mínima

As três representantes internacionais são importantes fabricantes de equipamentos para a geração de energia nuclear. Com a possível parceria, o país visa concluir a usina de Angra III, desativada desde 2015.

Os acordos firmados permitem, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil junto a fonte próxima às negociações, que este último memorando tende a viabilizar uma cooperação tecnológica para a construção da usina e possível gestão dos recursos nucleares brasileiros; após concluídas as obras.

O total investido, até agora, é de mais de R$ 6,5 bilhões. Não há, contudo, um prazo mínimo para entrar em operação. No comunicado ao mercado, distribuído nesta quarta-feira, a Eletrobras informa que o acordo com a EDF prevê estudo de oportunidades para “colaborar na retomada e conclusão de Angra III e no desenvolvimento de novas usinas nucleares no Brasil”.

Privatização

As obras da usina foram interrompidas em 2015 por divergências entre a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras responsável pelas usinas de Angra, e os consórcios contratados em relação a custos. As empreiteiras que integravam o contrato, na época, eram investigadas pela Operação Lava Jato.

O ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi condenado a 43 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa. O julgamento, presidido pelo juiz Sérgio Moro, gerou uma série de protestos públicos.

Nos cálculos do Ministério das Minas e Energia, o projeto ainda precisa de R$ 15 bilhões. Depende, porém, do aumento da tarifa de sua energia. O assunto está em discussão na Câmara dos Deputados, no bojo do projeto sobre a privatização da Eletrobrás.

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