Espanha declara ‘persona non grata’ embaixador da Venezuela

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Publicado sexta-feira, 26 de janeiro de 2018 as 14:46, por: CdB

Dastis assegurou que o único que a Espanha fez desde o princípio é “ajudar no processo” de diálogo entre o Governo de Nicolás Maduro e a oposição

Por Redação, com EFE – de Madri:

O Governo espanhol anunciou nesta sexta-feira que declarou “persona non grata” o embaixador da Venezuela em Madri e o convite a abandonar o país em um prazo de 72 horas, em uma resposta “proporcional” e de “reciprocidade” à mesma medida adotada ontem pelas autoridades de Caracas.

Porta-voz do governo espanhol, Iñigo Mendez de Vigo

A medida do Executivo de Rajoy é uma resposta à decisão da Venezuela de dar um prazo de três dias ao embaixador espanhol; em Caracas para que abandone o país após ter sido declarado “persona non grata”; pelas ingerências em assuntos internos.

O porta-voz do Gabinete espanhol, Íñigo Méndez de Vigo; disse em coletiva de imprensa após a reunião semanal do Gabinete que o país quer manter boas relações com a Venezuela e “lamenta” a medida; contra o embaixador espanhol em Caracas.

No entanto, “perante as medidas, as autoridades espanholas tiveram que responder de forma proporcional”; acrescentou Méndez de Vigo.

Segundo o ministro porta-voz, a Espanha deseja manter com a Venezuela “relações de respeito, amizade e cooperação”. Mas as decisões adotadas pelo Governo de Nicolás Maduro complicam.

A expulsão

A expulsão do diplomata espanhol acontece dois dias depois que o Executivo venezuelano chamou para consultas seu embaixador em Madri, Mario Isea; devido ao que qualificou de “agressão intervencionista e colonialista” do Governo da Espanha.

Méndez de Vigo lembrou que o diplomata venezuelano já deixou a Espanha após ser reclamado por seu Governo; ainda que confirmou que a reciprocidade na resposta implicava dar um prazo de 72 horas para que o fizesse.

A medida adotada pelo Conselho de Ministros tinha sido antecipada na quinta-feira pelo chefe da diplomacia espanhola, Alfonso Dastis; que já havia apontado para os conceitos de “proporcionalidade e reciprocidade”.

Dastis assegurou que o único que a Espanha fez desde o princípio é “ajudar no processo” de diálogo entre o Governo de Nicolás Maduro e a oposição.

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