Estudantes de tribos indígenas pernambucanas conquistam primeiro lugar em universidades

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Publicado domingo, 2 de fevereiro de 2020 as 15:17, por: CdB

O guerreiro Pankará afirma que não será fácil sair do aconchego da sua família e se afastar um pouco da sua cultura, mas com as forças dos encantos de Luz, irá vencer, até porque ele estará representando seu povo.

Por Redação, com Pravda – de Jatobá (PE)

O estudante João Emanuel Lopes Pereira Basto, de 17 anos, conquistou o primeiro lugar para Medicina na Universidade de Brasília. Índio do Povo Pankará da Serra do Arapuá, em Carnaubeira da Penha, no interior pernambucano, ingressará no primeiro bimestre deste ano.

João Emanuel, de 17 anos, foi aprovado em primeiro lugar para a faculdade de Medicina
João Emanuel, de 17 anos, foi aprovado em primeiro lugar para a faculdade de Medicina

Seus pais estão entre as maiores lideranças indígenas do Nordeste. São eles o cacique Ary Pankará e a índia Luciete Pankará. Mais uma conquista e fruto da luta dos povos indígenas de Pernambuco, uma vitória da nação Pankará, povos geograficamente com uma certa distância, cada um com sua cultura própria, porém unidos nas mesma luta, a preservação e manutenção do seus territórios, das suas culturas e costumes.

O guerreiro Pankará afirma que não será fácil sair do aconchego da sua família e se afastar um pouco da sua cultura, mas com as forças dos encantos de Luz, irá vencer, até porque ele estará representando seu povo.

Ciências sociais

A estudante Jakeline Maria de Jesus Santos, de 25 anos, também alcançou o primeiro lugar na Universidade de Brasília (UNB). Índia do povo Indígena Pankararu, que mora na Aldeia Brejo dos Padres, Tacarutu-PE, Jakeline passou para o curso de ciências sociais, no bimestre 2020. Ela é filha de dona Maria Lúcia de Jesus e seu Arnaldo José dos Santos.

Jakeline é agente de saúde na sua aldeia, tem um serviço prestado a frente da comunidade, seja na vida profissional, oferendo seu belissimo trabalho na área da sua saúde, seja como uma guerreira, nos movimentos do seu povo, uma india que nunca fujiu a gerra, sempre presente em todo causa indígena, na saúde, educação, na luta pela território.

A jovem que participa diretamente do ritual Pankararu, praticante da sua cultura, está deixando seu emprego, para ir atrás do seu sonho. Sonho de poder servir ainda mais ao seu povo.

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