Estudo analisa dinâmicas dos roubos de carga no Rio de Janeiro

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Publicado terça-feira, 3 de dezembro de 2019 as 11:31, por: CdB

O trabalho busca, por meio de métodos qualitativos e quantitativos, auxiliar na explicação do fenômeno e apoiar as tomadas de decisão por parte dos operadores da segurança pública do Estado.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou, na segunda-feira, um estudo pioneiro sobre os roubos de carga no Estado. O trabalho busca, por meio de métodos qualitativos e quantitativos, auxiliar na explicação do fenômeno e apoiar as tomadas de decisão por parte dos operadores da segurança pública do Estado.

O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou, um estudo pioneiro sobre os roubos de carga no Estado
O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgou, um estudo pioneiro sobre os roubos de carga no Estado

Panorama dos roubos de carga 

Segundo o Dossiê Roubos de Cargas, em 2018 foram registrados 9.182 roubos, uma redução de 13,4% em relação ao ano anterior. A maior parte desses casos (54,4%) ocorreram durante o “horário comercial”, entre 8h e 13h, com pico entre 10h e 11h, e 80,2% foram entre terça e sexta-feira. Os municípios com o maior número de registros estão localizados na Região Metropolitana do estado: a capital concentra 43,8% dos casos e São Gonçalo, 18,5%.

O estudo também analisa as seis áreas com as maiores concentrações de roubos em 2018: Bangu, Penha, Vigário Geral, Complexo do Salgueiro (São Gonçalo), Lagoinha e Jardim Miriambi (São Gonçalo) e Porto do Rosa (São Gonçalo). Ao analisar os roubos nessas áreas, é possível perceber que a maior parte das cargas roubadas no ano passado (31,9%) eram de alimentos.

Quanto à dinâmica das abordagens durante os roubos nessas áreas, o Dossiê mostra que 44,9% dos veículos de transporte eram caminhões e ao menos uma motocicleta foi usada em 46,6% dos casos para efetuar o roubo.

Em 58,6% das vezes, o criminoso deu ao motorista a ordem de seguir conduzindo o veículo sem entrar no mesmo e em 75,7% das abordagens, as vítimas reportaram o uso de arma de fogo por parte dos criminosos.

Pela primeira vez, o Instituto de Segurança analisa o momento do descarregamento das cargas roubadas (transbordo). Com isso, foi possível descobrir os locais para onde são levadas as cargas após os roubos.

No geral, as vítimas não identificaram mais pessoas para realizar tal tarefa, ou seja, os mesmos autores que abordaram os veículos foram os que descarregaram as cargas. E, no geral, o veículo que abordou as vítimas foram os mesmos usados para o transporte da carga.

Outros olhares

Na seção “Outros olhares” do Dossiê Roubos de Carga 2019, o artigo de Edson Henrique Damasceno, Delegado Titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Carga (DRFC), relata a atuação e perspectiva dos agentes policiais da especializada em seu trabalho de combate aos roubos de carga, tanto no que se refere à produção de dados e informações como à análise diária dos casos.

As informações divulgadas no Dossiê têm como fonte o banco de dados dos registros de ocorrência da Secretaria de Estado de Polícia Civil do ano de 2018.

 

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