Estudo revela que substância do espinafre pode causar doping

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Publicado quarta-feira, 26 de junho de 2019 as 11:28, por: CdB

Pesquisadores concluem que ecdisterona, presente no espinafre, melhora o desempenho físico e recomendam que Agência Mundial Antidoping proíba uso da substância por atletas.

Por Redação, com ACS – de Brasília

No desenho animado Popeye, o marinheiro ganha força extra quando come uma lata de espinafre. Cientistas da Universidade Livre de Berlim descobriram que isso não é apenas ficção. Após um estudo, eles recomendam que a ecdisterona, substância química presente no espinafre, seja adicionada à lista de doping.

Cientistas alemães chegaram à conclusão sobre o espinafre após testes com 46 atletas

O Instituto de Farmácia da universidade conduziu um programa de treinamento de força de dez semanas com 46 atletas para testar como a substância afeta o desempenho físico. Alguns dos participantes receberam placebos, e outros, cápsulas de ecdisterona contendo o equivalente a até 4 quilos de espinafre cru por dia.

Pesquisa

Durante a pesquisa, que foi apoiada pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), os atletas que receberam o suplemento viram sua força física aumentar três vezes mais que a dos colegas que tomaram o placebo.

O estudo é o primeiro na Alemanha a provar a ligação entre a ecdisterona do espinafre e a melhora significativa do desempenho físico, embora pesquisas anteriores em outros países tenham apontado conclusões semelhantes.

– Nossa hipótese era de que veríamos um aumento no desempenho, mas não esperávamos que fosse tão grande – disse Maria Parr, do Instituto de Farmácia da Universidade de Berlim, em entrevista às emissoras ARD e ARTE.

De acordo com a pesquisadora, os resultados indicam que a ecdisterona deveria pertencer à lista de substâncias proibidas para atletas. “Recomendamos à Wada, em nosso relatório, que a substância seja adicionada à lista de doping. Achamos que, se ela aumenta o desempenho, essa vantagem injusta deve ser eliminada”, acrescentou.

A decisão

A decisão ficará a cargo de um corpo de especialistas da agência, mas só deve ser tomada após uma investigação mais aprofundada sobre quanto o uso da ecdisterona é difundido no esporte profissional.

Fritz Sörgel, especialista em combate ao doping, disse à rádio Deutschlandfunk que espera que sejam feitos mais estudos sobre as propriedades de outras plantas.

– No passado, não podíamos analisar esse tipo de substância com o mesmo nível de precisão de hoje – disse ele. “Agora, nós temos métodos analíticos que permitem extrair substâncias de plantas que também poderiam ter um impacto. Então[este estudo]é realmente apenas o começo.”

 

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