EUA irão expandir combate contra EI na Síria

Arquivado em: América do Norte, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 26 de abril de 2018 as 14:17, por: CdB

Em meio a declarações de Trump sobre a retirada dos militares dos EUA, o secretário de Defesa James Mattis já havia esboçado a possibilidade de grupos terroristas se reagruparem em posições remotas na Síria

Por Redação, com Sputnik – de Washington/Beirute:

O chefe do Pentágono, James Mattis, informou nesta quinta-feira que os EUA irão expandir o combate contra o grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico) na Síria com a ajuda de outros países regionais.

EUA irão expandir combate contra Daesh na Síria

– No momento, nós vamos retirar as tropas – disse Mattis; ao discursar diante do comitê do Senado para assuntos militares.

De acordo com ele, os terroristas do Daesh estão reforçando as suas operações. 

– Nós continuamos o combate, nós iremos ampliá-lo, atraindo mais apoio regional. Esta é a maior mudança que estamos fazendo agora  – disse o chefe do Pentágono.

Trump

Em meio a declarações de Trump sobre a retirada dos militares dos EUA; o secretário de Defesa James Mattis já havia esboçado a possibilidade de grupos terroristas se reagruparem em posições remotas na Síria; dizendo ao presidente dos EUA que a retirada reverteria o progresso alcançado até agora.

Em 3 de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; anunciou seus planos de retirar as tropas do país da Síria em um futuro próximo; o que gerou uma controvérsia com as posições do presidente da coalizão liderada pelos EUA, Brett McGurk, bem como do novo secretário de Estado, Mike Pompeo; e o chefe do Estado-Maior Conjunto Joseph Dunford, entre outros funcionários de alto escalão do país.

Linha estratégica

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria; que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad; declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.

Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia; o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a “transformação política” da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield; a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin; na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a declaração do Departamento de Estado.

– Isto confirma a linha estratégica dos EUA rumo ao desmembramento da Síria; para impedir que um governo amigo da Rússia se mantenha no poder. Assim, faz-se tudo para dificultar a transição para uma regularização pacífica e; consequentemente, para a reconstrução do país – afirmou ele.

O analista acrescentou que os norte-americanos dizem claramente que; se eles usarem algum dinheiro, será dinheiro das monarquias da península Arábica; mas não o norte-americano, e será gasto somente para restaurar aquelas regiões; que estão sob o seu controle e influência.

– Na maioria das regiões da Síria controladas pelo governo de Assad, os norte-americanos; claro, vão fazer tudo para impedir a restauração e a organização lá de uma vida normal – concluiu Fitin.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *