EUA negam que usam crianças imigrantes como ‘peões’

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Publicado terça-feira, 19 de junho de 2018 as 14:43, por: CdB

Segundo dados oficiais, cerca de 2 mil menores imigrantes foram separados das suas famílias na fronteira com o México em um prazo de seis semanas

Por Redação, com EFE – de Washington:

O governo dos Estados Unidos negou que esteja usando as cerca de 2 mil crianças imigrantes separadas das suas famílias na fronteira como “peões” para fins políticos e rejeitou que essa política busque dissuadir outros imigrantes ilegais de migrar ao país.

O governo dos Estados Unidos negou que esteja usando as cerca de 2 mil crianças imigrantes separadas das suas famílias na fronteira como “peões”

A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Kirstjen Nielsen, defendeu ainda a forma como o governo de Donald Trump trata as crianças imigrantes separadas dos seus pais, apesar das duras imagens e gravações dos menores divulgadas pelos meios de comunicação.

– Não se está usando as crianças como peões – disse Nielsen ao ser perguntada em entrevista coletiva se o presidente americano decidiu separar as famílias para atrair a atenção do Congresso e oferecer-lhes o fim dessa política em troca de fundos para erguer o muro na fronteira com o México.

Imigração

A titular do departamento encarregado de imigração foi à Casa Branca para promover a posição oficial perante a crescente indignação gerada nos Estados Unidos pelas imagens de menores alojados em armazéns e, em alguns casos, dentro de recintos divididos em espécies de jaulas.

Segundo dados oficiais, cerca de 2 mil menores imigrantes foram separados das suas famílias na fronteira com o México em um prazo de seis semanas, no marco da política de “tolerância zero” de Trump contra a imigração ilegal, que implica em tratar como criminosos os imigrantes ilegais que entram no país.

Nielsen insistiu que o Congresso norte-americano é “o único que pode regular” a situação por meio de mudanças nas leis migratórias, apesar de a legislação atual não obrigar o governo a processar criminalmente os imigrantes ilegais e encarcerá-los separados dos seus filhos, como ocorre agora.

– Esta não é uma ideia controversa – alegou Nielsen, ao argumentar que, se um americano fosse acusado de um crime e “fosse preso”, a sociedade entenderia que “fosse separado dos seus filhos”.

A funcionária considerou “ofensivo” que se insinue que a política de separação de famílias tem como objetivo dissuadir outros imigrantes que tentem entrar ilegalmente nos EUA.

– Por que criaríamos uma política que fizesse isso? – perguntou Nielsen, apesar de o chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, ter admitido no ano passado que estava planejando separar as famílias imigrantes como tática de dissuasão.

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