EUA: nomeação de novo assessor de segurança provoca temor na Ásia

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Publicado sexta-feira, 23 de março de 2018 as 11:59, por: CdB

Na Casa Azul presidencial de Seul, que vem sendo obrigada a transitar entre as personalidades imprevisíveis dos líderes de Pyongyang e Washington; as autoridades ficaram cautelosas

Por Redação, com Reuters – de Washington/Seul:

Já rotulado pela Coreia do Norte como “escória humana”, o novo assessor de segurança nacional do presidente norte-americano, Donald Trump, pediu uma mudança de regime no país isolado, despertando temores na Ásia antes de uma cúpula histórica entre Washington e Pyongyang.

Ex-embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) John Bolton

Trump anunciou em um tuíte que está substituindo H. R. McMaster por John Bolton; ex-embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU); que já defendeu o uso de força militar contra a Coreia do Norte e o Irã e chegou a ser rejeitado por Pyongyang como negociador.

– Esta é uma notícia preocupante – disse Kim Hack-yong, parlamentar conservador e diretor do comitê de defesa nacional do Parlamento da Coreia do Sul. “A Coreia do Norte e os Estados Unidos precisam dialogar; mas isso só faz com que se pergunte se as conversas acontecerão algum dia”.

Na Casa Azul presidencial de Seul, que vem sendo obrigada a transitar entre as personalidades imprevisíveis dos líderes de Pyongyang e Washington; as autoridades ficaram cautelosas.

– Nossa postura é que, se uma nova estrada se abre; temos que seguir aquele caminho –  disse um funcionário de alto escalão da Casa Azul a repórteres. “Bolton tem muito conhecimento das questões relativas à península coreana; e acima de tudo sabemos que ele é dos assessores do presidente dos EUA em quem se confia”.

Coreia do Sul

A autoridade da Coreia do Sul disse que Chung Eui-yong, diretor da Agência de Segurança Nacional sul-coreana; ainda não conversou com Bolton e que a reação de Chung à demissão de McMaster “não foi ruim”.

Outra autoridade do governo de Seul lamentou a perda da camaradagem que McMaster desenvolveu; com seu homólogo sul-coreano quando tratavam da questão nuclear norte-coreana juntos.

Os dois funcionários pediram para não serem identificados devido à delicadeza do tema.

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