Ex-advogado do presidente, Wassef responde a nova acusação. Agora, por desvio de recursos públicos

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Publicado sexta-feira, 25 de setembro de 2020 as 18:58, por: CdB

A denúncia da Operação Lava Jato afirma que houve contratações com escopo contratual falso, “pois ou os serviços arrolados não foram prestados ou foram prestados no interesse exclusivo de Orlando Diniz, para, por exemplo, a perseguição de adversários pessoais”.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O ex-advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, foi denunciado nesta sexta-feira pelo Ministério Público Federal no âmbito da Operação Lava Jato. Ele foi acusado de desvio de recurso público e lavagem de dinheiro. Segundo os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), Wassef e outras quatro pessoas teriam desviado ao menos R$ 4,6 milhões das estruturas do Sesc, Senac e da Fecomércio no Rio de Janeiro.

O advogado Wassef indica uma clara ligação com o ex-PM Fabrício Queiroz
O advogado Wassef indica uma clara ligação com o ex-PM Fabrício Queiroz, assessor da família Bolsonaro

Os outros envolvidos na investigação são o ex-presidente da Fecomércio, Orlando Diniz; o empresário Marcelo Cazzo; e as advogadas Marcia Carina Castelo Branco Zampiron e Luiza Nagib Eluf.

Bolsonaro

A denúncia da Lava Jato afirma que houve contratações com escopo contratual falso, “pois ou os serviços arrolados não foram prestados ou foram prestados no interesse exclusivo de Orlando Diniz, para, por exemplo, a perseguição de adversários pessoais”.

A força-tarefa investiga a destinação de mais de R$ 300 milhões a escritórios de advocacia.

Frederick Wassef atuou como conselheiro de Jair Bolsonaro, participando dos bastidores da campanha eleitoral de 2018. O advogado também defendia Flávio Bolsonaro no caso que investiga a prática de rachadinha quando o político era deputado estadual no Rio de Janeiro.

“Os recursos dos Sescs e Senacs têm origem pública, pois a Receita Federal repassa de contribuições sobre folhas de pagamento de empresas comerciais para eles investirem na capacitação e bem-estar de comerciários”, descreve o comunicado do MPF.

A reportagem do Correio do Brasil procurou Wassef, mas não obteve retorno às tentativas.

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