Ex-tesoureiro do Vaticano recorre de condenações por abuso sexual

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Publicado quarta-feira, 5 de junho de 2019 as 11:20, por: CdB

Pell, que sempre alegou inocência, apareceu de terno preto e colarinho de padre em sua primeira aparição pública desde março, pouco depois de se tornar a autoridade católica mais graduada a ser condenada pelo abuso sexual de crianças.

Por Redação, com Reuters – de Melbourne

O cardeal George Pell, ex-tesoureiro do Vaticano, compareceu a um tribunal australiano nesta quarta-feira para uma audiência de apelação para tentar reverter condenações pelo abuso sexual de dois meninos que cantavam no coro do igreja nos anos 1990.

Cardeal George Pell, ex-tesoureiro do Vaticano, chega a tribunal de Melbourne

Pell, que sempre alegou inocência, apareceu de terno preto e colarinho de padre em sua primeira aparição pública desde março, pouco depois de se tornar a autoridade católica mais graduada a ser condenada pelo abuso sexual de crianças.

O religioso de 77 anos foi preso depois de ser condenado a 6 anos de reclusão por cinco acusações de abusar de dois meninos de 13 anos na Catedral de São Patrício quando era arcebispo de Melbourne mais de 20 anos atrás.

A audiência de apelação na Suprema Corte do Estado de Vitória durará dois dias, mas um veredicto pode demorar semanas. Pell pode ser libertado ou enfrentar um novo julgamento se a corte decidir a seu favor.

O tribunal estava repleto de advogados, jornalistas e membros do público, e do lado de fora alguns manifestantes portavam cartazes denunciando a Igreja Católica.O juiz do primeiro julgamento de Pell, ocorrido em março, disse que, devido à idade, o ex-tesoureiro do Vaticano pode morrer na prisão.

Destino

Agora seu destino está nas mãos dos três juízes que analisarão a apelação.Pell está apelando de sua condenação com três argumentos: o veredicto do júri foi “injusto” com base nos indícios, o juiz errou ao impedir a defesa de mostrar um infográfico em seus argumentos finais e houve uma “irregularidade fundamental” porque Pell não se pronunciou fisicamente na presença do corpo de juízes, mas através de uma teleconferência.

Na apelação, Pell alega que todo o caso se sustentou no relato de uma das duas vítimas e que havia “ao menos 13 obstáculos sólidos no caminho de uma condenação”.

– Independentemente da visão que se tenha adotado do requerente como testemunha, simplesmente não cabia ao júri aceitar sua palavra além da dúvida razoável – disse a apelação à corte.

O advogado de Pell, Bret Walker, disse ao tribunal que seu cliente não poderia ter estado na sacristia no momento dos acontecimentos porque estaria na escadaria da catedral após a missa, uma questão que não foi contestada no julgamento.

O requerente disse que o primeiro abuso ocorreu na sacristia após a missa no final de 1996.

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