Facebook endurece regras para anúncios políticos nos EUA

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Publicado quarta-feira, 28 de agosto de 2019 as 12:49, por: CdB

O Facebook está endurecendo suas regras de anúncios políticos nos Estados Unidos, informou a companhia nesta quarta-feira.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco

O Facebook está endurecendo suas regras de anúncios políticos nos Estados Unidos, informou a companhia nesta quarta-feira, exigindo novos requisitos para anúncios no site e no Instagram antes das eleições presidenciais dos EUA em novembro de 2020.

Facebook endurece regras para anúncios políticos nos EUA antes de eleições

A gigante da mídia social está introduzindo um selo de “organização confirmada” para os anunciantes políticos dos EUA que exibem suas credenciais emitidas pelo governo para demonstrar sua legitimidade.

Todos os anunciantes que publicam anúncios sobre questões políticas ou sociais também precisam postar suas informações de contato, mesmo que não estejam buscando o selo oficial.

Os anunciantes devem cumprir os requisitos até meados de outubro ou arriscar que seus anúncios sejam retirados do site.

Anunciantes políticos

Desde maio de 2018, o Facebook exige que anunciantes políticos nos Estados Unidos coloquem um aviso em seus anúncios informando quem pagou por eles. Mas a empresa disse que alguns utilizaram o aviso de maneira enganosa ou tentaram se registrar como organizações que não existiam.

– Em 2018, vimos evidências de uso indevido nesses avisos e, portanto, este é nosso esforço para fortalecer o processo – disse Sarah Schiff, gerente de produtos do Facebook.

Para obter um selo de “organização confirmada”, os anunciantes devem enviar um número de identificação da Comissão Federal de Eleições, um número de identificação fiscal ou um domínio do site do governo que corresponda a um email oficial.

Huawei

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos recebeu mais de 130 pedidos de empresas para obter licenças de venda de produtos norte-americanos à Huawei, disseram três fontes, quase dois meses depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que algumas vendas seriam permitidas.

Mas o governo Trump ainda não concedeu nenhuma licença para vendas à empresa, disseram pessoas familiarizadas com o processo que conversaram com à agência inglesa de notícias Reuters sob condição de anonimato.

A paralisação coincide com mensagens contraditórias de Trump sobre a guerra comercial EUA-China, que reduziram as esperanças de decisões rápidas sobre os pedidos de licenças para vender à Huawei, a maior produtora mundial de equipamentos de telecomunicações.

Isso gerou bilhões de dólares em vendas perdidas para fabricantes de chips, empresas de software e outras na cadeia de fornecimento da Huawei nos EUA.

– Ninguém no ramo executivo sabe o que (Trump) quer e todos têm medo de tomar uma decisão sem saber – disse William Reinsch, ex-funcionário do Departamento de Comércio.

O número atual de pedidos de licença, não divulgados anteriormente, excede em muito os 50 que o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, revelou ter recebido em julho.

Um porta-voz do Departamento de Comércio disse: “O processo interinstitucional, avaliando os pedidos de licença relativos à Huawei e suas afiliadas não norte-americanas, está atualmente em andamento.”

A Huawei não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, mas pediu aos Estados Unidos que retirem a empresa da chamada lista de entidades e que acabem com o que chamou de “tratamento injusto”.

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