Flavio Bolsonaro compartilha post que compara ataque de 11/09 a atentado ao pai

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Publicado quarta-feira, 11 de setembro de 2019 as 14:09, por: CdB

O senador e filho do presidente da República compartilhou a publicação do PSL no Instagram

Por Redação – do Rio de Janeiro

O senador pelo Rio de Janeiro, Flavio Bolsonaro, usou, nesta quarta-feira, sua conta na rede social Instagram para compartilhar a mensagem do PSL que compara o ataque terrorista às torres gêmeas, em Nova York, Estados Unidos, no dia 11 de setembro de 2001 ao atentato sofrido pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro em 2018, na cidade mineira de Juiz de Fora.

O senador pelo Rio de Janeiro compartilhou a publicação do PSL no Instagram

Em sua publicação, o partido escreveu: “Há 18 anos um atentado nos Estados Unidos chocava o mundo inteiro: o ataque às Torres Gêmeas. Há um ano, o Brasil sofria um ataque à democracia: @jairmessiasbolsonaro foi esfaqueado em meio a um ato público. Dois episódios que impactaram a sociedade e deixaram marcas na história”. No perfil do partido, muitos seguidores questionaram a postagem.

Flavio Bolsonaro no Instagram

Nesta semana, seu irmão, Carlos Bolsonaro, fez ataques à democracia em sua página no Twitter. Carlos disse que “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos… e se isso acontecer”.

Em seguida, escreveu: “Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!”

A declaração foi interpretada como um ataque à democracia pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e por parte das forças políticas do país, que reagiram lembrando do valor desse sistema.

Em resposta, o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, afirmou, ao diário paulistano Folha de S.Paulo, que “não há como aceitar uma família de ditadores”. “É hora dos democratas do Brasil darem um basta. Chega”, disse.

Santa Cruz já havia sofrido ataques de Jair Bolsonaro, em função da prisão e assassinato de seu pai Fernando Santa Cruz, em 1974, por agentes da ditadura militar. Em julho, o presidente disse que sabia como Fernando havia desaparecido e que seu filho “não vai querer ouvir a verdade”, o que provocou repúdio de diversos políticos e entidades.

O presidente da OAB acionou o Supremo Tribunal Federal. Questionado pela Corte, Bolsonaro disse que não teve intenção de ofender e que se limitou a expor sua “convicção pessoal em função de conversas que circulavam à época”

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