França: Reforma da Previdência afetará novos servidores a partir de 2022

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Publicado quarta-feira, 11 de dezembro de 2019 as 13:55, por: CdB

A reforma da Previdência proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, afetará diretamente as pessoas que integrarem a força de trabalho a partir de 2022.

Por Redação, com Reuters – de Paris

A reforma da Previdência proposta pelo presidente francês, Emmanuel Macron, afetará diretamente as pessoas que integrarem a força de trabalho a partir de 2022, mas a transição para um sistema universal baseado em pontos para aqueles que já trabalham pode ser adiada até 2035, disse a mídia francesa nesta quarta-feira.

Trabalhadores da rede ferroviária da França acompanham anúncio de premiê Edouard Philippe sobre reforma da Previdência
Trabalhadores da rede ferroviária da França acompanham anúncio de premiê Edouard Philippe sobre reforma da Previdência

Greves do setor público contra a reforma entraram no sétimo dia na terça-feira, quando o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, apresentará os detalhes da reforma do sistema de pensões, que oferece alguns dos benefícios de aposentadoria mais generosos do mundo.

Greve

Na terça-feira, Philippe disse a parlamentares do partido governista que não há anúncios mágicos que possam persuadir os sindicatos mais radicais do país a descartarem suas exigências para que a reforma seja abandonada.

O governo torce para criar benefícios tangíveis com um sistema universal baseado em pontos para dividir aqueles sob o novo regime daqueles que se recusam a abdicar dos antigos privilégios, alguns deles de séculos atrás, dizem analistas.

Sistema

A rádio France Inter noticiou que o sistema afetará jovens que entrem no mercado de trabalho a partir de 1º de janeiro de 2022, e que a partir desta data haveria uma pensão mínima de 1 mil euros por mês para aqueles que tiveram uma carreira completa.

Macron está determinado a simplificar um sistema que comporta mais de 40 planos diferentes. Ele diz que um sistema único por pontos seria mais justo, dando a todo pensionista direitos iguais para cada euro com que contribuiu.

Mas os sindicatos dizem que Macron quer privar os trabalhadores de benefícios conquistados a duras penas para equilibrar o orçamento estatal.

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