Frio intenso chega ao Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país

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Publicado quinta-feira, 4 de julho de 2019 as 12:47, por: CdB

Temperaturas abaixo de 0 graus Celsius (ºC) devem ser registradas nas áreas de serra e planalto do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Uma massa de ar polar intensa vai levar frio à região Sul e partes do Sudeste e Centro-Oeste, a partir desta quinta-feira. As baixas temperaturas são esperadas até no Norte do país, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Até domingo, baixas temperaturas podem atingir até Norte do país

Temperaturas abaixo de 0 graus Celsius (ºC) devem ser registradas nas áreas de serra e planalto do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nos três estados, a previsão é de que os termômetros registrem -5 ºC nas manhãs de quinta-feira até o domingo. Nas outras regiões, o frio mais intenso deve ocorrer nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul no final de semana. As mínimas previstas para as primeiras horas chegam a 5 °C.

Na região Sul, o pico de frio deve ocorrer até sábado. Nas outras regiões, as temperaturas mais baixas serão no final de semana com aumento gradual a partir da próxima segunda-feira.

Temperaturas

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por meio do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), fez um alerta para que, durante o período de baixas temperaturas, seja oferecida atenção especial à população mais vulnerável (doentes, moradores de rua, idosos e crianças).

A população deve se manter agasalhada, beber bastante líquido e evitar locais fechados e de grande circulação de pessoas. Tais medidas previnem doenças respiratórias como gripe, resfriados e pneumonia. Nas noites mais frias, animais domésticos também devem ficar abrigados.

Materiais de plástico e restos de cigarro

Materiais de plástico e restos de cigarro representam mais de 90% dos resíduos encontrados no ambiente marinho brasileiro, segundo diagnóstico divulgado nesta quinta-feira pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Ambos correspondem a 52,4% e 40,4%, respectivamente, do número de objetos coletados.

Dados internacionais mostram que, no exterior, os materiais plásticos também são os mais recolhidos em ambientes marinhos (45,5%), seguidos das bitucas e filtros de cigarro (28%).

O estudo aponta ainda que as áreas de ocupação irregular, os sistemas de drenagem e a orla das praias são as principais fontes de vazamento de lixo para o mar. Para o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, a partir do diagnóstico, é preciso desenvolver ações para evitar a poluição do mar.

– O primeiro ponto que a gente percebe é que muitos desses resíduos vêm das áreas de ocupação irregular, então esse seria o ponto de atenção prioritária que deve ser verificado no sentido de disponibilizar melhor infraestrutura de coleta desses materiais nessas áreas e engajar a população para que realmente esses resíduos não sejam lançados no mar – disse.

Coleta nas praias

Ele ressalta que é necessário disponibilizar também melhor infraestrutura de coleta nas praias, para que usuários não lancem resíduos na areia.

A entidade apresentou indicadores internacionais mostrando que 80% do lixo marinho têm origem no ambiente terrestre. Diante disso, a Abrelpe abriu edital hoje para selecionar e trabalhar em parceria com quatro municípios da costa brasileira visando evitar a poluição do mar.

O edital faz parte do projeto de prevenção e combate à poluição marinha, coordenado pela Abrelpe, fruto de um acordo de cooperação com a ISWA (Associação Internacional de Resíduos Sólidos), com apoio da Agência de Proteção Ambiental da Suécia. O edital tem como parceiro o Ministério do Meio Ambiente e está inserido no Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar.

O objetivo é, além de identificar as fontes de vazamento do lixo e tipos de resíduos encontrados nos oceanos, dar assistência técnica aos municípios para o aprimoramento da gestão de resíduos sólidos em terra, como forma de prevenir o lixo no mar.

– Esse projeto só funciona em parceria com os municípios, essa é uma premissa fundamental, porque é o município que tem que disponibilizar essa infraestrutura tanto nas áre“as de ocupação como nas praias, e o município tem que ser o agente de fomento dessa conscientização e desse engajamento da população. Isso é fundamental – disse Silva Filho.

– Nossa ideia é fornecer todos os elementos para a cidade, capacitar as cidades e depois que eles possam desenvolver esse programa de maneira independente –afirmou.

No Brasil, são 274 municípios costeiros que podem ser fonte de poluição marinha.

Poluição no mar

– Há um grande volume de resíduos que diariamente sem destinação adequada no Brasil, e acabam sendo abandonados nas vias públicas, depositados em lixões, em áreas de preservação, e terminam no mar, causando todo tipo de contaminação – disse Silva Filho.

Cerca de 2 milhões de toneladas de resíduos no país vão parar nos oceanos todos os anos, segundo levantamento da Abrelpe a partir dos dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2017.

Esse volume equivale a cobrir 7 mil campos de futebol ou encher 30 estádios do Maracanã da base até o topo.

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