Furnas se mobiliza contra incêndios causados por balões em redes de transmissão

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Publicado sábado, 18 de julho de 2020 as 11:47, por: CdB

Furnas informou a jornalistas que, só em 2020, já foram registradas “ao menos 15 ocorrências de balões caindo sobre os cabos condutores de linhas de transmissão. Além disso, outro risco inerente aos balões refere-se às queimadas”, especialmente nesse período de estiagem que se aproxima.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

Preocupada com os riscos de ter seus serviços interrompidos em tempos do novo coronavírus (covid-19), a hidrelétrica Furnas está mobilizando seus técnicos para minimizar os efeitos que eventuais incêndios causados por balões possam causar nas linhas de transmissão de energia.pastedGraphic.png

O risco de incêndios causados por balões em áreas remotas, cortadas por linhas de transmissão, aumenta no atual período de estiagem
O risco de incêndios causados por balões em áreas remotas, cortadas por linhas de transmissão, aumenta no atual período de estiagem

Furnas informou a jornalistas que, só em 2020, já foram registradas “ao menos 15 ocorrências de balões caindo sobre os cabos condutores de linhas de transmissão. Além disso, outro risco inerente aos balões refere-se às queimadas, especialmente nesse período que se aproxima, que é de estiagens em boa parte do Brasil”.

A empresa reitera o alerta de que a prática de soltar balões é criminosa e pode provocar o desligamento da linha de transmissão, ocasionando a interrupção do fornecimento da energia elétrica, “com prejuízos incalculáveis, já que podem afetar hospitais e outros serviços essenciais”, explicou, por meio de nota, o gerente de linhas de transmissão de Furnas, Ricardo Abdo.

Alto risco

“Em tempo de pandemia do covid-19, isso é ainda mais preocupante”, acrescentou o gerente, ao alertar que, além de riscos de incêndios, os balões podem resultar em queimaduras, colocando em risco a segurança de muitas pessoas.

Segundo Abdo, a empresa também sofre com prejuízos para realizações de reparos e manutenções, recursos que “poderiam ser destinados a novos investimentos”.

“Os técnicos de Furnas são prontamente mobilizados para realizar as devidas manutenções quando um balão atinge os ativos da empresa. O tempo para recompor o sistema elétrico depende de uma série de fatores. Um deles é o acesso ao local da ocorrência, muitas vezes em regiões remotas e de difícil acesso; outro pode ser o horário (à noite), o que dificulta ainda mais o pronto atendimento”, conclui.

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