Google pagará por conteúdo de editoras no Brasil e outros países

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Publicado quinta-feira, 25 de junho de 2020 as 11:36, por: CdB

O Google deu um passo nesta quinta-feira para resolver disputa com editores, dizendo que pagará a alguns grupos de mídia do Brasil, Austrália e Alemanha pela produção de conteúdo de alta qualidade e que espera fazer mais acordos.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas

O Google deu um passo nesta quinta-feira para resolver disputa com editores, dizendo que pagará a alguns grupos de mídia do Brasil, Austrália e Alemanha pela produção de conteúdo de alta qualidade e que espera fazer mais acordos.

O Google deu um passo para resolver disputa com editores
O Google deu um passo para resolver disputa com editores

No Brasil, os grupos de mídia que serão pagos são A Gazeta e Diários Associados.

A gigante da Internet há anos tenta se defender das exigências de pagamento feitas por editores de todo o mundo em troca do uso de seu conteúdo, com grupos de mídia europeus entre os críticos mais ferozes.

– Hoje, estamos anunciando um programa de licenciamento para pagar às editoras por conteúdo de alta qualidade para uma experiência de notícias lançada ainda este ano – disse Brad Bender, vice-presidente de notícias do Google, em um publicação em seu blog.

– Começaremos com editoras em vários países ao redor do mundo, com mais vindo em breve – disse ele.

O novo produto

O novo produto estará disponível no Google News e no Discover. Bender disse que o Google também se oferecerá para pagar pelo acesso gratuito aos usuários para ler artigos com paywalls no site de uma editora, quando disponível.

Outras editoras que serão pagas são as alemãs Der Spiegel, Frankfurter Allgemeine Zeitung, Die Zeit e Rheinische Post e os grupos australianos Schwartz Media, The Conversation e Solstice Media.

Publicidade do Google

A receita do Google com publicidade nos EUA cairá 5,3%, com marcas cortando gastos durante a pandemia do coronavírus, mostrou um relatório da eMarketer na segunda-feira, o que mostra o primeiro declínio desde que a empresa começou a estimar a receita de anúncios em 2008.

O declínio da receita da maior empresa de publicidade digital do mundo deve-se principalmente à forte dependência de empresas de viagens, setor mais atingido pela pandemia, disse a eMarketer.

A previsão mostra como a crise de saúde afetou até as maiores plataformas de publicidade, já que os gastos com anúncios normalmente seguem as condições econômicas e a demanda dos consumidores.

Esperava-se que o Google tivesse um aumento em sua receita com publicidade nos EUA de quase 13%, de acordo com a previsão do primeiro trimestre da eMarketer, que ainda não levava em conta o impacto da pandemia.

O Facebook, segunda maior empresa de publicidade digital, deve ter aumento em sua receita com publicidade nos EUA de quase 5% este ano, muito menos do que o crescimento de 26% em 2019, afirmou a empresa de pesquisa.

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