Governo divulga lista de crianças que ainda não foram vacinadas

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Publicado quarta-feira, 30 de outubro de 2019 as 11:43, por: CdB

A lista disponibilizada pelo Ministério da Saúde vai ajudar os municípios a montar sua estratégia para ir em busca das crianças não vacinadas.

Por Redação, com ACS – de Brasília

O Governo do Brasil elaborou uma lista com o nome das crianças maiores de 6 meses e até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade que não estão em dia com as vacinas contra o sarampo.

O mapeamento das crianças que ainda não foram vacinadas é uma estratégia importante de bloqueio do Sarampo
O mapeamento das crianças que ainda não foram vacinadas é uma estratégia importante de bloqueio do Sarampo

A lista disponibilizada pelo Ministério da Saúde vai ajudar os municípios a montar sua estratégia para ir em busca das crianças não vacinadas. Por isso, o secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzheim, conversou com o Blog da Saúde e explicou a importância dessa lista e os detalhes sobre essa medida. Confira!

A importância da lista para população

O mapeamento das crianças que ainda não foram vacinadas é uma estratégia importante de bloqueio do Sarampo. É uma resposta da gestão federal que vai auxiliar as equipes de Saúde da Família e equipes de Atenção Primária na busca ativa das crianças que ainda não foram imunizadas.

A lista traz as crianças com esquema vacinal incompleto ou que não recebeu nenhuma dose dentro da faixa etária indicada, garantindo a vacinação e proteção da população.

Além desta ação, o Ministério da Saúde repassará aos municípios incentivo financeiro para implementação e fortalecimento das ações de ampliação da cobertura vacinal da Tríplice Viral e de prevenção, controle do surto e interrupção da cadeia de transmissão do sarampo e outros agravos imunopreveníveis, no âmbito da Vigilância em Saúde e Atenção Primária à Saúde.

Outra estratégia adotada para combater o Sarampo foi disponibilizar materiais de apoio, como os 10 passos para aumento de cobertura vacinal que traz várias medidas para que os profissionais que atuam nas unidades de saúde não percam nenhuma oportunidade de vacinação. Também está disponível os procedimentos operacionais padrão para servirem de material de orientação técnica para as equipes.

Vacina da tríplice viral

Desde o ano passado, o Brasil e o outros países tem vivenciado um surto epidêmico de sarampo. Por isso, é necessário intensificar as ações da vacina tríplice viral, que é o imunobiológico que contém o avanço da doença.

Outras listas

O Ministério da Saúde pretende disponibilizar também listas com situação vacinal para outras vacinas. E, no futuro, para condições de saúde e doenças crônicas, aumentando a adesão ao pré-natal, ao tratamento da hipertensão, entre outros agravos que mais acometem a população brasileira.

A comunicação dessas listas para os gestores

A lista foi divulgada nos canais de comunicação do Ministério da Saúde e via e-Gestor AB, que é a plataforma que reúne todos os sistemas da Atenção Primária.

 Unidade de Saúde da Família

As ações de intensificação de vacinação incluem também estratégias extramuros e devem acontecer considerando o contexto municipal. As equipes que atuam na APS podem utilizar diversas estratégias para aumentar a cobertura vacinal de diferentes grupos, como exemplos: evitar barreiras de acesso, ampliar o horário de vacinação, trabalhar em parceria intersetorial com as escolas para orientação sobre a importância da vacinação com as crianças, suas famílias e comunidade.

Faixa etária

Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, essa faixa etária está mais suscetível ao sarampo, por isso o esquema vacinal adotado é: dose zero para todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra); primeira dose para crianças que completarem 12 meses (1 ano); e a segunda dose aos 15 meses de idade, que é a última dose por toda a vida. Esse esquema vacinal foi adotado, pois, a partir dos 6 meses de vida, a proteção que vem do leite materno não protege contra o sarampo.

Além disso, identificamos que as crianças abaixo de 1 ano estavam sendo mais acometidas pelo sarampo. Por isso, antecipamos uma dose extra de 6 meses a 1 ano. As outras duas faixas etárias (12 meses e 15 meses de vida) já faziam parte do calendário vacinal. As pessoas só ficam realmente protegidas contra o sarampo quando recebem duas doses da vacina.

Outro motivo de intensificar as ações para esta faixa etária é que risco de mortalidade nas crianças de 6 meses a 5 anos é muito, muito maior do que nas demais faixas etárias. Caso a criança não tenha sido vacinada, é necessário aplicar as duas doses das vacinas com intervalo de 30 dias.

Em relação as crianças que foram vacinadas em laboratórios particulares, se o responsável comprovar a vacinação desta criança, o profissional de saúde dará baixa dizendo que seu esquema foi completo?

Sim. Será considerada vacinada contra o Sarampo a criança que tiver registro comprovado das duas doses da vacina (aos 12 meses e aos 15 meses)*.

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