Grécia ‘fechará as portas’ a imigrantes sem direito a asilo

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Publicado sexta-feira, 22 de novembro de 2019 as 13:28, por: CdB

A Grécia informou nesta sexta-feira que está mobilizando mais guardas de fronteira para “fechar as portas” a imigrantes sem qualificação para receber asilo.

Por Redação, com Reuters – de Atenas

A Grécia informou nesta sexta-feira que está mobilizando mais guardas de fronteira para “fechar as portas” a imigrantes sem qualificação para receber asilo, no sinal mais recente de endurecimento contra postulantes a asilo desde uma nova disparada no número de recém-chegados.

Mulher segura bebê em meio a refugiados e imigrantes em balsa na Grécia
Mulher segura bebê em meio a refugiados e imigrantes em balsa na Grécia

O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis disse ao Parlamento que aprovou a contratação de 400 guardas na divisa terrestre da Grécia com a Turquia e outros 800 guardas para suas ilhas. A Grécia também atualizará suas operações de patrulha naval, disse.

Na quarta-feira, o governo conservador eleito em julho anunciou planos de fechar campos de refugiados superlotados em ilhas e substituí-los por centros de detenção mais restritivos.

– São bem-vindos à Grécia somente aqueles que escolhemos. Aqueles que não são bem-vindos serão devolvidos – disse Mitsotakis. “Fecharemos as portas permanentemente a traficantes ilegais de pessoas, àqueles que querem entrar embora não tenham qualificação para receber asilo”.

A Grécia foi a principal rota de entrada para a União Europeia para mais de um milhão de pessoas fugindo de conflitos em 2015-16.

Turquia

As chegadas de imigrantes e refugiados da vizinha Turquia voltaram a subir, e mais de 37 mil pessoas estão espremidas em instalações nas ilhas que operam muito acima de sua capacidade.

O governo quer transferir até 20 mil pessoas para o território continental até o final do ano, e acredita que novas instalações estarão prontas até julho de 2020.

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) expressaram preocupação com os novos centros nesta sexta-feira, dizendo que eles podem proporcionar melhores condições de vida, mas eventualmente ser transformados em prisões para pessoas que buscam segurança e já estão enredadas “em um drama sem fim”.

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