Guedes nega que auxílio emergencial será pago além de dezembro

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Publicado quarta-feira, 7 de outubro de 2020 as 20:03, por: CdB

Quem também entende que não há espaço fiscal para a continuidade do apoio financeiro às famílias atingidas pela pandemia é o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão. Ele afirmou em entrevista, também na manhã desta quarta-feira, que as próximas gerações não podem ser prejudicadas por posicionamentos atuais que comprometam o equilíbrio das contas públicas.

Por Redação – de Brasília

Em mais uma tentativa de conter a volatilidade no mercado financeiro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, negou nesta quarta-feira a prorrogação do auxílio emergencial ou do estado de calamidade para além de dezembro deste ano. Em entrevista, pela manhã, Guedes disse que não há decisão de prorrogar ou qualquer articulação nesse sentido.

Paulo Guedes, cada vez mais enfraquecido no cerne do governo, não sabe responder às perguntas mais difíceis
Paulo Guedes, cada vez mais enfraquecido no cerne do governo, não sabe responder às perguntas mais difíceis

Momentos depois, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), saiu em defesa de Guedes e concordou com a posição do ministro, ao negar a possibilidade de prorrogação do estado de calamidade para combater a pandemia de covid-19 e do auxílio emergencial. Em sua conta no Twitter, Maia afirmou:

“A posição da presidência da Câmara é a mesma.”

Classe política

Quem também entende que não há espaço fiscal para a continuidade do apoio financeiro às famílias atingidas pela pandemia é o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Ele afirmou, também nesta manhã, que as próximas gerações não podem ser prejudicadas por posicionamentos atuais que comprometam o equilíbrio das contas públicas.

Segundo Mourão, a política assistencial no pós pandemia não tem uma fonte de financiamento clara. No seminário virtual Cenários, Expectativas e Oportunidades, organizado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Mourão citou a aprovação da reforma da Previdência como exemplo da necessidade de realizar “ajustes”.

— Precisamos evitar que as gerações futuras tenham que pagar pela insolvência e pela responsabilidade fiscal que ainda viceja entre alguns setores da classe política brasileira. Nosso êxito internacional dependerá de nossa capacidade de levar adiante os projetos de modernização do Estado e de desenvolvimento da economia — acrescentou.

Discurso

Coordenador do Conselho da Amazônia, Mourão reconheceu a importância da política ambiental para a imagem do país, o que interfere na capacidade de exportação e atração de investimentos.

— Trabalharemos para que a sustentabilidade e a economia do conhecimento propiciem um novo ciclo de crescimento para o país e, sobretudo, para a Amazônia. Defender e proteger a Amazônia é desenvolver o Brasil — afirmou.

O vice-presidente voltou a recorrer a discurso que o governo tem utilizado em relação às críticas que recebe sobre a política ambiental, mais recentemente por conta das queimadas no Pantanal e na região Amazônica, afirmando que o mundo tem imagem distorcida do Brasil. Segundo ele, que criticou “narrativas simplistas e enviesadas” o país é visto “por uma janela estreita”.

Privações

Ao comentar os efeitos da crise do coronavírus no mundo, Mourão ressaltou a importância da adoção de auxílio financeiros aos mais prejudicados.

— A pandemia do Covid-19 demonstrou a importância de políticas de assistência financeira para que as pessoas em situação de maior vulnerabilidade estejam protegidas contra carências e privações. O auxílio emergencial assegura a dignidade a milhões de famílias nesse período de crise — declarou o vice-presidente.

Mourão, no entanto, acredita na necessidade de se encontrar uma forma para manter o auxílio emergencial, no ano que vem.

— A política de assistência social deverá ser aprimorada e mantida após a pandemia para continuar a prover dignidade e liberdade para as famílias vulneráveis — concluiu.

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