Guerra tarifária de Trump derruba principal bolsa de valores dos EUA

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Publicado terça-feira, 3 de dezembro de 2019 as 15:16, por: CdB

A bolsa paulista, por sua vez, seguia nesta terça-feira com viés positivo, após divulgação de dados acima do esperado para o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre, enquanto novos movimentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionados ao comércio global minavam a confiança de investidores no exterior. Às 10h10, o Ibovespa subia 0,16%, a 109.105,89 pontos.

 

Por Redação, com Reuters – de Nova York, NY-EUA, e São Paulo

 

Os três principais índices acionários de Wall Street caíam na abertura desta terça-feira, depois que comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocaram temores de um atraso na resolução de uma contundente disputa tarifária com a China para depois da eleição norte-americana de novembro de 2020.

O nervosismo tomou conta dos operadores da Bolsa de Valores de Nova York, nesta terça-feira, após o discurso de Trump
O nervosismo tomou conta dos operadores da Bolsa de Valores de Nova York, nesta terça-feira, após o discurso de Trump

Às 11h44 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,18%, a 27.455 pontos, enquanto o S&P 500 recuava 1,10%, aos 3.079,50 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 1,25%, a 8.459,67 pontos.

Dólar

A bolsa paulista, por sua vez, seguia nesta terça-feira com viés positivo, após divulgação de dados acima do esperado para o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre, enquanto novos movimentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionados ao comércio global minavam a confiança de investidores no exterior. Às 10h10, o Ibovespa subia 0,16%, a 109.105,89 pontos.

E o dólar tinha queda acentuada contra o real, nesta manhã. Chegou a ficar abaixo dos R$ 4,20, com dados do PIB brasileiro do terceiro trimestre melhores do que o esperado, apesar das dúvidas renovadas sobre o comércio EUA-China.

Às 10h14, o dólar recuava 0,21%, a R$ 4,2049 na venda. A moeda norte-americana chegou a tocar os R$ 4,1918 na mínima do dia. O dólar à vista fechou a segunda-feira em queda de 0,63%, a R$ 4,2139 na venda, deixando para trás as máximas históricas da semana passada. Neste pregão, o contrato mais negociado de dólar futuro perdia 0,59%, a R$ 4,2040.

Ativos

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil acelerou ligeiramente a expansão no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores, em um resultado acima do esperado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No período entre agosto e outubro, o PIB cresceu 0,6% na comparação com o segundo trimestre. Na comparação ano a ano, houve expansão de 1,2%.

— Essa queda do dólar é a reação ao PIB, que veio acima do esperado. Isso deu uma boa tranquilizada no dólar momentaneamente. O dólar está fraco no mundo também, com as preocupações acerca da guerra comercial, e a busca por outros ativos eleva a pressão sobre a moeda — explicou Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus.

Emergentes

Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo comercial com a China pode ter que esperar até depois da eleição presidencial norte-americana em novembro de 2020, reduzindo as esperanças de uma resolução rápida para a disputa que tem pesado sobre a economia mundial.

Nos mercados emergentes, o dólar perdia contra a lira turca e rondava a estabilidade contra o peso mexicano. A moeda brasileira tinha um dos melhores desempenhos contra a divisa norte-americana neste pregão.

O índice que mede o dólar contra as seis principais moedas registrava queda de 0,04%. O Banco Central vendeu nesta terça-feira todos os 10 mil contratos de swap cambial reverso e todos os US$ 500 milhões em dólar spot ofertados.

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