Haddad faz esperada autocrítica em busca de apoio na centro-direita

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Publicado segunda-feira, 15 de outubro de 2018 as 19:04, por: CdB

Haddad disse ainda que, se eleito, atuará dentro das normas da Lei de Responsabilidade Fiscal e defendeu que é preciso retomar o investimento para que a arrecadação volte a crescer.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad voltou a admitir, nesta segunda-feira, erros cometidos pelos governos comandados pelo partido. Ele afirmou que vai recuperar o projeto petista com correções.

— Houve erros do PT, mas não vamos jogar a criança com a água do banho, vamos recuperar um projeto de inclusão, democrático, de desenvolvimento corrigindo os erros. Mas jogar o projeto fora porque houve erros me parece um mau negócio — disse o presidenciável em entrevista coletiva em São Paulo.

O candidato à presidente Fernando Haddad (PT)
O candidato à presidente Fernando Haddad (PT)

Haddad disse ainda que, se eleito, atuará dentro das normas da Lei de Responsabilidade Fiscal e defendeu que é preciso retomar o investimento para que a arrecadação volte a crescer.

— Minha proposta é voltar às normas da Lei de Responsabilidade Fiscal, votada em 2000 e foi suficiente para cumprir as metas estabelecidas, fazer a dívida pública cair como caiu, depois houve um desarranjo disso no final de 2014, sobretudo em 2015, em função da queda de arrecadação, não em função do aumento da despesa — afirmou Haddad.

Resultados

Para o candidato petista, “a saída para o Brasil é voltar a investir para a arrecadação voltar a crescer e a gente equilibrar com a reforma tributária e a reforma bancária”, disse, citando as duas reformas que pretende encaminhar ao Congresso no início do governo.

Haddad também prometeu realizar num primeiro momento uma reforma da Previdência no setor público para que depois se crie um único regime geral.

— Nós temos que fazer uma reforma da Previdência pública para que num segundo momento a gente unifique o regime geral e os regimes próprios numa única regra que valha para todo mundo, sem privilégio para ninguém. Não haverá regime único sem fazer a reforma dos regimes próprios. É uma estratégia diferente da do governo Temer, busca os mesmos resultados, mas com uma estratégia diferente — conclui o ex-prefeito de São Paulo.

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