Hong Kong veta 12 candidatos pró-democracia em eleição

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Publicado quinta-feira, 30 de julho de 2020 as 11:11, por: CdB

O governo de Hong Kong disse nesta quinta-feira que 12 candidatos pró-democracia foram desqualificados e não poderão concorrer na eleição parlamentar, citando oposição a uma nova lei de segurança nacional imposta por Pequim, mas negou infringir direitos civis.

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong

O governo de Hong Kong disse nesta quinta-feira que 12 candidatos pró-democracia foram desqualificados e não poderão concorrer na eleição parlamentar, citando oposição a uma nova lei de segurança nacional imposta por Pequim, mas negou infringir direitos civis.

Ativistas pró-democracia dão entrevista coletiva em Hong Kong após eleição primária
Ativistas pró-democracia dão entrevista coletiva em Hong Kong após eleição primária

Entre os candidatos barrados estão o ativista pró-democracia Joshua Wong, alguns membros do Partido Cívico, um grupo moderado da velha guarda da oposição e outros que venceram uma “primária” extraoficial realizada pelo campo opositor neste mês.

A medida certamente enfurecerá os apoiadores da democracia um mês depois de os líderes do Partido Comunista chinês anunciarem a lei de segurança nacional, que reprime a dissidência na cidade semiautônoma e também pode conduzir a China ainda mais rumo a uma rota de colisão com o Ocidente.

O governo disse que pode haver mais desqualificações.

Ativistas pró-democracia

Críticos disseram que a medida visa conter a ascensão de uma geração mais jovem e desafiadora de ativistas pró-democracia na esteira de uma vitória majoritária nas eleições de menor importância de conselhos distritais do ano passado.

– Está claro que #Pequim mostra um descaso total pela vontade dos #honcongueses, tripudia o último pilar da autonomia minguante da cidade e tenta manter a #legislatura de HK sob seu controle firme – tuitou Wong.

As chances de o campo opositor conquistar uma maioria histórica no Conselho Legislativo, ou miniparlamento, serão ainda mais prejudicadas se o governo decidir adiar a eleição de 6 de setembro, como esperado, por causa da pandemia de coronavírus.

Hong Kong já desqualificou candidatos antes, mas não nesta escala. A desqualificação dos postulantes do Partido Cívico assinala que Pequim está ficando menos tolerante até mesmo com os democratas moderados, que são uma voz opositora na Legislatura há décadas.

– O governo está construindo uma assembleia do PCC (Partido Comunista da China) na Legco (Legislatura) para eliminar a maioria das vozes de oposição. Revoltante – tuitou Nathan Law, ativista pró-democracia e ex-parlamentar que foi expulso da Legislatura e fugiu para o Reino Unido no início deste mês.

O governo diz que advogar a autodeterminação, solicitar intervenção de governos estrangeiros ou “expressar uma objeção em princípio” à sanção da nova lei de segurança são comportamentos que “não podem genuinamente” preservar a Lei Básica, a miniconstituição da cidade.

A lei obriga os candidatos a jurarem lealdade a Hong Kong e à Lei Básica.

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