Incêndio em hospital deixa feridos na Coreia do Sul

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Publicado sexta-feira, 26 de janeiro de 2018 as 10:40, por: CdB

Muitos pacientes “atravessaram fogo e fumaça” para escapar do incêndio no hospital Sejong, na cidade de Miryang, uma vez que a principal saída do prédio ficava no primeiro andar

Por Redação, com Reuters – de Seul:

Um incêndio em um hospital da Coreia do Sul que não tinha um sistema de combate a fogo deixou pelo menos 37 mortos e mais de 70 feridos nesta sexta-feira, disseram autoridades, na mais recente tragédia a levantar preocupações sobre os padrões de segurança do país.


Bombeiros resgatam paciente de hospital em chamas na Coreia do Sul

Muitos pacientes “atravessaram fogo e fumaça” para escapar do incêndio no hospital Sejong, na cidade de Miryang; uma vez que a principal saída do prédio ficava no primeiro andar; que estava em chamas, disse uma autoridade da cidade à Reuters.

Outros pacientes usaram escadas e escorregadores de emergência para fugir de andares mais altos; e bombeiros carregaram diversas pessoas que não conseguiam andar.

O incêndio é o mais letal a acontecer na Coreia do Sul em ao menos uma década e ocorre depois de outro incêndio; que deixou 29 mortos em uma academia no mês passado.

Uma lista colocada por bombeiros do lado de fora do hospital identificou ao menos 26 das vítimas por nome. Com idades variando de 35 a 96 anos, pelo menos 20 das vítimas tinham mais de 70 anos.

Coreia do Norte

A Coreia do Norte embarcou carvão para a Rússia no ano passado; que foi então entregue para a Coreia do Sul e para o Japão; em uma possível violação de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU); disseram três fontes do setor de inteligência da Europa ocidental.

O Conselho de Segurança da ONU proibiu exportações de carvão da Coreia do Norte em 5 de agosto sob sanções; com o objetivo de cortar uma importante fonte de capital estrangeiro; que Pyongyang precisa para financiar seus programas de armas nucleares e de mísseis de longo alcance.

Mas o recluso Estado comunista embarcou carvão ao menos três vezes desde então para os portos russos de Nakhodka e Kholmsk; onde o carvão foi descarregado em docas e recolocado em navios que seguiram para a Coreia do Sul ou Japão, disseram as fontes.

Uma fonte ocidental da área de transportes disse separadamente que algumas das cargas chegaram ao Japão e à Coreia do Sul em outubro do ano passado. Uma fonte da segurança dos Estados Unidos também confirmou o comércio de carvão via Rússia e disse que isso continua.

– O porto russo de Nakhodka está se tornando um centro de envio para carvão norte-coreano – disse uma das fontes da segurança da Europa; que pediu anonimato por conta da sensibilidade de diplomacia internacional em torno da Coreia do Norte.

A embaixada russa na Coreia do Norte negou relatos de que a Rússia reenviou carvão norte-coreano apesar de sanções da ONU; relatou nesta sexta-feira a agência de notícias Interfax.

– Esta informação é falsa – disse uma autoridade da embaixada, segundo a Interfax. “A Rússia não compra carvão da Coreia do Norte e não é um ponto de trânsito para entregas de carvão para terceiros países”; disse, de acordo com a agência.

Sanções

Dois advogados especializados em sanções disseram à agência inglesa de notícias Reuters que as transações aparentam violar as sanções da ONU.

À Reuters não pôde verificar de forma independente se o carvão descarregado em portos russas é o mesmo carvão que foi então enviado para a Coreia do Sul; e o Japão. À Reuters não pôde averiguar se os donos dos navios; que seguiram da Rússia para a Coreia do Sul e para o Japão sabiam da origem do carvão.

O Departamento do Tesouro dos EUA colocou na quarta-feira o dono de um dos navios, o UAL Ji Bong 6; sob sanções por entregar carvão norte-coreano para Kholmsk em 5 de setembro.

É incerto quais companhias lucraram com os envios de carvão.

 

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