Índia pede medidas a Whatsapp após linchamentos por boatos

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Publicado quarta-feira, 4 de julho de 2018 as 14:16, por: CdB

O Ministério de Eletrônica indica que a plataforma não pode se esquivar de sua “responsabilidade” e lembra que recentemente ocorreram linchamentos de gente “inocente”

Por Redação, com EFE – de Nova Délhi:

O Governo da Índia lançou uma advertência ao Whatsapp depois que nos últimos dias ocorreram vários casos de linchamento por boatos divulgados neste aplicativo de mensagens, ao qual pediu medidas “imediatas” a respeito.

Governo indiano pede medidas a Whatsapp após linchamentos por boatos

– Foi demonstrada a profunda inconformidade com estes eventos para o Whatsapp e foi aconselhado que é preciso tomar medidas corretivas necessárias para evitar a proliferação destas mensagens falsas – indica nesta terça-feira em comunicado o Ministério de Eletrônica indiano.

– O Governo também ordenou que a divulgação deste tipo de mensagens deve ser contida imediatamente através do aplicativo de tecnologia apropriado – diz a nota, que pede que o Whatsaap tome medidas “imediatas”.

O Ministério de Eletrônica indica que a plataforma não pode se esquivar de sua “responsabilidade” e lembra que recentemente ocorreram linchamentos de gente “inocente” devido à circulação de mensagens “irresponsáveis” nesse aplicativo.

No domingo, uma multidão linchou cinco homens no Estado de Maharasthra (oeste da Índia) “porque havia um rumor que um grupo de sequestradores tinha comparecido à cidade para sequestrar crianças”, disse à Agência EFE o superintendente de polícia da zona, M. Ramkumar.

Violência

Na semana passada, três pessoas foram linchadas em incidentes separados por suspeitas de sequestro de crianças no estado de Tripura (nordeste do país), entre elas um homem contratado pelo Governo para conscientizar contra os rumores, o que levou às autoridades a suspender as comunicações entre celulares durante 24 horas.

A imprensa indiana informou também recentemente sobre linchamentos no estado de Tâmil Nadu, onde morreram duas pessoas, uma mulher em Assam (nordeste) e pelo menos quatro pessoas nos estados meridionais de Andra Pradesh e Telangana, em maio.

 

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