Índia e Paquistão recuam, mas hostilidade continua

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Publicado sábado, 2 de março de 2019 as 12:11, por: CdB

Militares do Paquistão disseram neste sábado que a Força Aérea e Marinha “continuam alertas e vigilantes”, após dois de seus soldados terem sido mortos depois de trocar fogo com tropas indianas ao longo da Linha de Controle. Militares da Índia disseram que o Paquistão estava disparando morteiros na LoC.

Por Redação, com Reuters – de Nova Délhi

As tensões entre os inimigos Índia e Paquistão parecem ter diminuído neste sábado, depois que Islamabad entregou um piloto indiano que havia sido capturado, mas a hostilidade continua em meio aos esforços das potências mundiais para evitar uma guerra entre os vizinhos equipados com armas nucleares.

As tensões entre os inimigos Índia e Paquistão parecem ter diminuído neste sábado

O comandante indiano Abhinandan Varthaman, que se tornou o rosto e símbolo do maior confronto entre a Índia e o Paquistão em muitos anos, atravessou a fronteira pouco antes das 21h (horário local) na sexta-feira, num ato de grande repercussão e que foi mostrado ao vivo na televisão.

Mas o bombardeio através da Linha de Controle (LoC), que atua como uma fronteira de fato na região da Caxemira, continuou neste sábado.

Militares do Paquistão disseram neste sábado que a Força Aérea e Marinha “continuam alertas e vigilantes”, após dois de seus soldados terem sido mortos depois de trocar fogo com tropas indianas ao longo da Linha de Controle. Militares da Índia disseram que o Paquistão estava disparando morteiros na LoC.

O Paquistão classificou o retorno de Abhinandan como “um gesto de boa vontade com o objetivo de diminuir as crescentes tensões com a Índia” após semanas de tensões que ameaçaram evoluir para uma guerra depois que os dois países usaram jatos para bombardear missões nesta semana.

Potências globais, incluindo a China e os Estados Unidos, pediram moderação para evitar outro conflito entre os vizinhos, envolvidos em três guerras desde a independência da Grã-Bretanha em 1947.

As tensões aumentaram rapidamente após um atentado suicida em 14 de fevereiro, que matou pelo menos 40 policiais paramilitares indianos na Caxemira controlada pela Índia.

A Índia acusou o Paquistão de abrigar o grupo Jaish-e Mohammad responsável pelo ataque, o que Islamabad negou, e o primeiro-ministro Narendra Modi prometeu uma forte resposta.

Aviões de guerra indianos realizaram ataques aéreos na terça-feira dentro do Paquistão, no que Nova Délhi chamou de campos militantes. Islamabad negou que tais campos existissem, assim como os moradores locais da área, e o Paquistão retaliou na quarta-feira com sua própria missão aérea.

O impasse veio em um momento crítico para Modi, que enfrenta uma eleição geral em maio. Ele deve se beneficiar do orgulho nacionalista desencadeado pelo conflito.

Líderes paquistaneses dizem que a bola está agora no campo indiano para reduzir as tensões, embora o chefe do exército paquistanês tenha dito aos líderes militares dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália que seu país “certamente responderia a qualquer agressão em autodefesa”.

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