Irã desafia embargo dos EUA e envia cinco petroleiros à Venezuela

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Publicado domingo, 24 de maio de 2020 as 15:25, por: CdB

Os navios zarparam do Irã ao final da primeira quinzena de maio em direção à Venezuela. Nos porões: gasolina e derivados – uma carga avaliada em pelo menos US$ 45 milhões.

Por Redação, com DW – de Caracas

Clavel, Florest, Faxon, Fortune e Petunia. Esses cinco nomes, que soam como o de cruzeiros de luxo no Caribe, são o novo foco do confronto diplomático entre os Estados Unidos e o Irã e que passa a ter a Venezuela como coadjuvante.

Mais um petroleiro de bandeira iraniana chega ao porto de Caracas, carregado de gasolina
Mais um petroleiro de bandeira iraniana chega ao porto de Caracas, carregado de gasolina

Os navios zarparam do Irã ao final da primeira quinzena de maio em direção à Venezuela. Nos porões: gasolina e derivados – uma carga avaliada em pelo menos US$ 45 milhões. O combustível foi enviado para tentar aliviar a escassez do produto na Venezuela e ao mesmo tempo desafiar as sanções impostas pelos EUA. A carga é suficiente para um mês de consumo na Venezuela arrasada pela crise econômica.

Apesar de possuir as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela não tem conseguido produzir gasolina por causa da ruína da sua infraestrutura petrolífera, que vem sendo afetada pela crise, fuga de funcionários, corrupção e má gestão. O primeiro navio, o Fortune, adentrou águas venezuelanas na noite de sábado, após passar por Trinidad e Tobago, e aporta neste domingo, em Caracas.

Navio ilegal

“Os navios da fraternal República Islâmica do Irã estão agora em nossa zona exclusiva econômica”, tuítou Tareck El Aissami, vice-presidente Setorial da Economia da Venezuela e que acumula ainda a chefia das pastas do Petróleo e da Indústria.

A televisão estatal venezuelana mostrou imagens da chegada do navio e da aproximação de uma embarcação da Marinha venezuelana e de um avião militar que foram ao seu encontro.

A oposição a Nicolás Maduro, liderada por Juan Guaidó – reconhecido como presidente interino do país por mais de cinquenta países, incluindo a Alemanha e Brasil – denunciou que o envio dos navios é ilegal e pediu cooperação internacional para impedir que as embarcações continuem a viagem.

No entanto, não houve sinal de resposta imediata dos EUA, apesar de os iranianos e venezuelanos terem apontado que as embarcações foram observadas por navios de guerra e aviões norte-americanos. Um porta-voz do Pentágono afirmou que não tinha conhecimento do episódio envolvendo as embarcações. Outra autoridade dos EUA, no entanto, disse que o país considera tomar medidas.

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