Irmão de José Dirceu é preso em Ribeirão Preto

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, Últimas Notícias
Publicado sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018 as 12:29, por: CdB

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a Engevix foi uma das empreiteiras que formaram um cartel para fraudar licitações da Petrobras a partir de 2005

Por Redação, com ABr – de São Paulo:

Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu, foi preso na manhã desta sexta-feira, em Ribeirão Preto, interior paulista. Ele foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão pelo Tribunal Regional Federal da quarta Região (TRF-IV) em setembro do ano passado. Os desembargadores aumentaram a pena determinada em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, de 8 anos e 6 meses.

PF prende irmão do ex-ministro José Dirceu no interior de São Paulo

No mesmo processo, foram condenados o próprio José Dirceu a 30 anos e 9 meses; o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, a 21 anos e 4 meses, e o ex-vice-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada, a 29 anos e 8 meses.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF); a Engevix foi uma das empreiteiras que formaram um cartel para fraudar licitações da Petrobras a partir de 2005. A empresa pagou propinas a agentes públicos para garantir contratos com a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC); a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC); a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Refinaria Landupho lves (RLAM).

Luiz Eduardo de Oliveira foi acusado de receber para José Dirceu valores de propina repassados pela empreiteira. Um apartamento em seu nome recebeu, segundo o Ministério Público Federal, uma reforma paga pela empreiteira. Os procuradores afirmam que o ex-ministro era, na verdade; o dono oculto do imóvel.

Polícia investiga incêndio

A Polícia Civil de Roraima investiga um incêndio ocorrido em uma casa em Boa Vista onde vivem venezuelanos. No começo da manhã, a família foi surpreendida pelo fogo na residência, que não tem energia elétrica. Uma mulher e uma menina de 3 anos ficaram gravemente feridas, com boa parte do corpo atingida pelas chamas. De acordo com a PM, está praticamente descartada a possibilidade de acidente doméstico.

Nos últimos meses, aumentaram os casos de conflito entre brasileiros e venezuelanos em Roraima. Os episódios de xenofobia na região preocupam a polícia. Desde 2016, a migração de venezuelanos aumentou de forma significativa. Segundo cálculos da Prefeitura de Boa Vista, já há mais de 40 mil cidadãos venezuelanos na cidade, mais de 10% da população local, de cerca de 330 mil habitantes.

A crise migratória foi discutida hoje em reunião da governadora de Roraima, Suely Campos, com representantes do governo federal. A chefe do Executivo estadual pediu mais recursos para a área de saúde, controle nas fronteiras, reforço no efetivo da Polícia Federal e aumento no número de militares do Exército na região.

– Chamei o governo federal para ele assumir verdadeiramente a responsabilidade dele. Desde janeiro, entraram 15 mil venezuelanos. Estão nascendo 150 bebês de mães venezuelanas por mês, esse é um impacto muito grande na nossa saúde.

Ajuda federal

Em Boa Vista, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que está empenhado em encontrar soluções para a crise migratória em Roraima e que as ações devem envolver várias áreas do governo.

“É uma situação difícil, é uma situação em que você tem que equilibrar a situação humanitária. Eles não estão aqui ou vieram pra cá porque queriam. Ele saíram por fome, saíram por falta de medicamento, saíram por conta da crise que está acontecendo lá, mas, ao mesmo tempo, isso sobrecarga e muito o estado e a cidade. E nós estamos aqui para procurar a ajudar a resolver essa questão”.

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, que também esteve em Roraima nesta quinta-feira, anunciou um projeto-piloto para absorver mão-de-obra de venezuelanos. O plano de “interiorização”, como chamou o ministro, pretende integrar um total de mil venezuelanos ao mercado de trabalho em 90 dias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *