Janot entrega Dallagnol e diz que foi pressionado a prejudicar Lula

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Publicado segunda-feira, 30 de setembro de 2019 as 17:33, por: CdB

Ex-procurador-geral da República, Janot confessa agora que Dallagnol pediu para que ele influísse, negativamente, no julgamento do ex-presidente Lula.

 

Por Redação – de Brasília

Ex-procurador-geral da República, no centro de um escândalo após confessar a intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o hoje advogado Rodrigo Janot lança mais gasolina ao incêndio que começou no cenário da política nacional. Ele confessou, no livro Nada menos que tudo, que foi procurado em setembro de 2016 pelo chefe da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol, para influir no julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os 80 casos estão divididos em cinco temas e não têm ligação com a Operação Lava Jato.
Janot admite que os procuradores da Operação Lava Jato queriam prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

No livro, Janot relata histórias de sua passagem pela chefia do Ministério Público Federal (MPF) e revela, agora, que o objetivo de Dallagnol era dar prioridade às denúncias contra Lula. Ele conta que se negou a atender ao pedido porque não poderia desobedecer a uma decisão anterior do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, que morreria depois, num acidente trágico de avião em 19 de janeiro de 2017.

Sentença

Janot acrescenta que Dallagnol e outros integrantes da Lava Jato – os procuradores Januário Paludo, Roberson Pozzobon, Antônio Carlos Welter e Júlio Carlos Motta Noronha – o pressionaram a oferecer denúncia contra Lula por organização criminosa pouco depois deles terem acusado formalmente o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Antes, durante a fase inicial do caso do tríplex, Teori havia autorizado o uso de documentos obtidos no inquérito sobre organização criminosa relacionada ao PT com a força-tarefa.

“Eles haviam me pedido para ter acesso ao material e eu prontamente atendera. Na decisão, o ministro deixara bem claro que eles poderiam usar os documentos, mas não poderiam tratar de organização criminosa, porque o caso já era alvo de um inquérito no STF, o qual tinha como relator o próprio Teori Zavascki e cujas investigações eram conduzidas por mim”, conta Janot.

Os procuradores ignoraram a decisão do ministro do STF e, no famoso power point apresentado à imprensa, colocaram Lula no centro da organização criminosa, conforme o desejo de Deltan Dallagnol, mesmo diante de frágeis evidências. Dallagnol recebeu, para tanto, o sinal verde do então juiz Sérgio Moro, autor da sentença contra o líder petista.

4 thoughts on “Janot entrega Dallagnol e diz que foi pressionado a prejudicar Lula

  1. Oque o intercept fez foi um atentado aos procuradores a lava-jato e para segurança jurídica do país, mas se ouve conluio de procuradores e juízes não pode se deixar as Leis as margens da imaginação popular e se fazer cumprilas de modo exemplar e integral, mas, sem inocentar os culpados por erros de agentes do processos lava-jato que botem os procuradores junto com Lula na mesma cadeia.

  2. Só analfabetos lendo esse artigo. Não houve um passo sequer aqui para prejudicar o bandido Lula, nenhuma prova forjada, nenhum fato mentiroso, nada. Toda a pressão que existiu visava evitar o que deseja esse bando de zumbis lulistas: a operação perpétua da incriminação do meliante barbado.

  3. Diante de tantas evidências sobre a manipulação da justiça brasileira sobre o julgamento e condenação do ex – presidente Lula, tudo que devem fazer e concertar o erro absolvendo lula. Porem, nunca mais concertarao o mal que fizeram a economia do Brasil, quebraram muitas das grandes empresas que sempre contribuíram para o crescimento econômico e social do país. Ate agora quem foi beneficiado com a lava jato?

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