Jogos precisam acontecer em 2021 ‘a qualquer preço’, diz ministra japonesa

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Publicado terça-feira, 8 de setembro de 2020 as 11:03, por: CdB

A Olimpíada de Tóquio precisa ser realizada “a qualquer preço” em 2021, disse a ministra da Olimpíada do Japão, Seiko Hashimoto, nesta terça-feira. Hashimoto disse que os Jogos deveriam acontecer para o bem dos atletas, independentemente dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio/Toronto 

A Olimpíada de Tóquio precisa ser realizada “a qualquer preço” em 2021, disse a ministra da Olimpíada do Japão, Seiko Hashimoto, nesta terça-feira.

Anéis olímpicos, que foram removidos temporariamente para manutenção, em Tóquio
Anéis olímpicos, que foram removidos temporariamente para manutenção, em Tóquio

Falando em uma coletiva de imprensa, Hashimoto disse que os Jogos deveriam acontecer para o bem dos atletas, independentemente dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus.

A decisão inédita

Em março, o governo japonês e o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomaram a decisão inédita de adiar os Jogos, agendados originalmente para começar em julho deste ano, até 2021 por causa do vírus.

– Todos os envolvidos com os Jogos estão trabalhando juntos para se prepararem, e os atletas também estão fazendo esforços consideráveis para o ano que vem – disse Hashimoto na coletiva de imprensa.

– Acho que temos que realizar os Jogos a qualquer preço – acrescentou. “Quero concentrar todos nossos esforços em medidas contra o coronavírus.”

Autoridades do governo japonês, do governo municipal de Tóquio e do comitê organizador dos Jogos se reuniram pela primeira vez na semana passada para determinar passos para coibir o coronavírus no evento.

Ameaça dos EUA de cortar verbas para agência antidoping

Os principais atletas norte-americanos poderão ficar de fora da próxima edição da Olimpíada e de outros grandes eventos esportivos internacionais se os Estados Unidos seguirem adiante com a ameaça de interromper o repasse de verbas para a Agência Mundial Antidoping (Wada), disseram líderes antidoping à agência inglesa de notícias Reuters.

A ameaça dos EUA provocou abalos por toda a comunidade antidoping e levou diversos governos a exigirem que a Wada introduza leis que considerem que os Estados Unidos não estejam cumprindo o código da agência, impedindo efetivamente que atletas norte-americanos participem de competições internacionais.

– As consequências da retirada do financiamento da WADA pelos Estados Unidos podem ser mais severas e abrangentes para os atletas norte-americanos – disse o presidente da Wada, Witold Banka, à Reuters.

– Nós fomos procurados por vários governos de todo o mundo que ficaram chocados com as ameaças vindas do governo norte-americano apoiadas pela Agência Antidoping dos Estados Unidos (USADA).

– Esses governos querem que consideremos uma emenda ao acordo de compliance que diga que o não-pagamento da contribuição à WADA por parte de um governo possa levar diretamente a uma declaração de que a Organização Nacional Antidoping daquele país seja declarada não cumpridora do código antidopagem mundial – disse Banka. “Inevitavelmente isso poderia ter repercussões sérias para atletas daquele país, incluindo na participação de grandes eventos esportivos internacionais”.

 

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