Joyce Hasselmann acusa jornalista de receber para falar bem de Bolsonaro

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Publicado sexta-feira, 18 de outubro de 2019 as 20:45, por: CdB

“Esse ‘jornalista’ do @o_antagonista é um pau mandado mentiroso. Estou longe de estar inconsolável. Estou feliz e leve pq me livrei de um grande peso. Hj recebi hoje mais de 150 ligações e mensagens de deputados e senadores em apoio”, desabafa a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

 

Por Redação – de Brasília

 

Sem cargo na Câmara, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), recém-destituída da liderança do governo no Congresso, criticou em uma rede social, nesta sexta-feira, uma notícia do site de ultradireita O Antagonista, sobre a hipótese de a parlamentar ter ficado “inconsolável” com a perda do posto. A parlamentar afirmou que o jornalista Claudio Dantas, signatário da matéria, é um “pau mandado” e ela estaria “feliz” com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), uma alteração pode ser feita
Segundo a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), uma alteração pode ser feita

“Esse ‘jornalista’ do @o_antagonista é um pau mandado mentiroso. Estou longe de estar inconsolável. Estou feliz e leve pq me livrei de um grande peso. Hj recebi hoje mais de 150 ligações e mensagens de deputados e senadores em apoio, afinal liderança ou se tem ou não. Simples”, escreveu a deputada, no Twitter.

Joice foi retirada do cargo após assinar uma lista de apoio à permanência do Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL na Câmara. Waldir é ligado ao presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PE), e tem feito críticas públicas a Bolsonaro.

Cofre

Também pelas redes sociais, o Delegado afirmou que Jair Bolsonaro está agindo para tomar o controle do partido. Segundo afirmou, o chefe do Executivo teria usado a Polícia Federal (PF) para atacar o presidente da sigla, Luciano Bivar (PE). Waldir foi flagrado em áudio xingando o presidente da República.

— Como pode um presidente da República usar a Polícia Federal para fazer uma busca na casa do presidente do PSL tentando enfraquecer o nosso partido para tomar o partido, todos os diretórios e o fundo partidário, a chave do cofre? — questionou o parlamentar em entrevista a uma rádio gaúcha.

Bolsonaro tentou destituir Waldir da liderança do PSL na Câmara, mas não teve sucesso. Depois, tirou Joice Hasselmann (PSL-SP) da função de liderar o governo no Congresso após a parlamentar assinar a lista de apoio a permanência de Waldir no posto de líder da sigla.

— Teve um áudio do presidente da República cooptando deputados, falando em fundo partidário e dos cargos do PSL. É esse áudio ao qual eu me referia, que não foi divulgado integralmente. É a interferência pessoal do presidente da República. Ele fez isso, e depois com ministros, interferindo no parlamento. A Constituição é muito clara, fala da independência dos poderes. Usaram o Palácio e ministérios para tentar colocar o filho do presidente como líder do PSL. Isso é uma questão gravíssima — acrescentou.

Gravações

O fato é que Jair Bolsonaro foi fragorosamente derrotado em sua tentativa para fazer do filho Eduardo líder do PSL na Câmara, um “erro crasso”, segundo comentários publicados na mídia conservadora, nesta sexta-feira.

Além de Hasselmann e Waldir, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Felipe Francischini (PR), que agia para se projetar para o Planalto como uma opção para o comando da Casa, também perdeu espaço no Planalto. Ele foi gravado falando mal de Jair Bolsonaro e rapidamente classificado como agente duplo.

Bolsonaro entregou ao MDB, agora, a Liderança do Governo no Congresso, com a nomeação do senador Eduardo Gomes (MDB-TO) ao posto de líder do governo no Congresso. No MDB do Senado atuam as figuras mais experientes da sigla, como Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM) e Jader Barbalho (PA). O líder do governo no Senado já é do partido, Fernando Bezerra (MDB-PE).

Enquanto isso, o presidente do MDB, Baleia Rossi, segue na mesma linha de sempre da legenda: o muro. A jornalistas, ele falou sobre o “orgulho dos quadros que o partido tem e de seguir apoiando a agenda do governo”, mas lembra que a direção da sigla não tem ingerência nem responsabilidade pela escolha de Gomes e segue independente.

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