Juíza conservadora faz juramento para Suprema Corte dos EUA

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Publicado terça-feira, 27 de outubro de 2020 as 12:30, por: CdB

O Senado norte-americano aprovou na noite de segunda-feira a nomeação da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Com isso, a maior instância da Justiça dos Estados Unidos terá seis magistrados conservadores e apenas três liberais, um desequilíbrio inédito na era moderna.

Por Redação, com ANSA – de Washigton 

O Senado norte-americano aprovou na noite de segunda-feira a nomeação da juíza conservadora Amy Coney Barrett para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Com isso, a maior instância da Justiça dos Estados Unidos terá seis magistrados conservadores e apenas três liberais, um desequilíbrio inédito na era moderna.

Juíza Amy Coney Barrett ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia na Casa Branca
Juíza Amy Coney Barrett ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, durante cerimônia na Casa Branca

A escolha para substituir a liberal Ruth Bader Ginsburg foi aprovada por 52 votos (todos republicanos) a 48 (todos os senadores democratas mais o da republicana Susan Collins).

Segundo a mídia norte-americana, essa é a primeira vez que o partido de oposição ao governo rejeita de maneira unânime uma indicação para o Supremo.

Após a confirmação do nome, Barrett já fez o juramento para entrar no órgão. Dessa vez, no entanto, a cerimônia viu os convidados com máscara e respeitando o distanciamento social. Há cerca de um mês, quando o presidente Donald Trump anunciou a indicação da conservadora católica, o evento foi considerado um “super disseminador” do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com mais de 10 casos da doença – incluindo o presidente.

A votação

A votação por Barrett também mostrou a forte polarização que vivem os Estados Unidos: enquanto os republicanos aceleraram o processo de audições para que a escolha fosse confirmada antes das eleições de 3 de novembro, os democratas acusaram os opositores de quebrarem um acordo estabelecido ainda na época do ex-presidente Barack Obama e de fazer uma manobra para deixar o Supremo conservador.

Isso porque, em 2016, com a morte de um dos juízes da Corte, foi firmado um acordo entre os líderes das duas siglas para que o então mandatário não escolhesse o magistrado antes das eleições, já que estava deixando o cargo no fim daquele ano.

Alheio a isso, Trump afirmou durante a cerimônia de juramento de que esse “é um dia histórico” para o país e que “hoje, a juíza Barrett é a primeira mulher mãe de crianças em idade escolar a estar na Suprema Corte”.

Já a magistrada destacou que fará seu trabalho “sem medo ou favorecimentos, de maneira independente de outros poderes políticos e de minhas próprias preferências”.

Os conservadores esperam que Barrett atue em pautas polêmicas, como o frequente questionamento sobre o aborto – permitido nos Estados Unidos desde 1973. A nova juíza já se demonstrou publicamente contra a ação, mas durante as audiências, tentou se esquivar das polêmicas e dizer que seguirá o que determina a legislação.

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