Julgamento por corrupção do ex-chefe de atletismo começa em Paris

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Publicado segunda-feira, 8 de junho de 2020 as 12:57, por: CdB

Lamine Diack, ex-presidente da entidade que comanda o atletismo mundial, chegou ao tribunal em Paris nesta segunda-feira para ser julgado por acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e quebra de confiança relacionadas a um escândalo de doping na Rússia.

Por Redação, com Reuters – de Paris/Nova York

Lamine Diack, ex-presidente da entidade que comanda o atletismo mundial, chegou ao tribunal em Paris nesta segunda-feira para ser julgado por acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e quebra de confiança relacionadas a um escândalo de doping na Rússia.

Chegada de Lamine Diack a tribunal de Paris
Chegada de Lamine Diack a tribunal de Paris

Os promotores alegam que ele pediu 3,45 milhões de euros de atletas suspeitos de doping para encobrir as alegações e permitir que continuassem competindo, inclusive nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

Doping

Vestido com um terno cinza escuro, Diack, que completou 87 anos no domingo, leu o processo enquanto esperava a chegada dos juízes.

Ele já havia negado irregularidades. Seus advogados disseram que as acusações são infundadas.

Diack, do Senegal, liderou a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf), agora rebatizada de World Athletics, de 1999 a 2015, e estava entre os homens mais influentes do esporte. Ele vive em prisão domiciliar em Paris e pode ser sentenciado a até 10 anos de prisão se for condenado.

O julgamento estava marcado para começar em janeiro, mas foi adiado depois que novos documentos contendo testemunhos de seu filho e co-réu, Papa Massata Diack, foram submetidos ao tribunal.

Fundador do CrossFit

O fundador do CrossFit, Greg Glassman, pediu desculpas por um tuíte que equiparava o assassinato policial de um homem negro nos Estados Unidos à pandemia de covid-19, depois de receber críticas generalizadas e do rompimento da marca de calçados Reebok com o sistema de condicionamento físico.

Em resposta a uma postagem no Twitter do instituto de pesquisa Institute for Health Metrics and Evaluation que classificou o racismo e a discriminação como questão de saúde pública, Glassman, que também é o principal executivo do CrossFit, publicou no sábado “É FLOYD-19”.

O tuíte abordava o assassinato policial de um homem negro desarmado, George Floyd, em Mineápolis, dia 25 de maio, e foi visto como insensível.

A repercussão foi rápida, e a Reebok, de propriedade da Adidas AG, encerrou parceria de 10 anos com o CrossFit e atualizou sua página inicial nos EUA em apoio à campanha Black Lives Matter.

“Recentemente, discutimos sobre um novo acordo. No entanto, diante de eventos recentes, tomamos a decisão de encerrar nossa parceria com CrossFit HQ”, disse a Reebok em comunicado no domingo. “Cumpriremos nossas obrigações contratuais restantes em 2020”.

Em declaração no Twitter, Glassman afirmou no domingo: “Eu, CrossFit HQ e a comunidade CrossFit não apoiamos o racismo. Eu cometi um erro com as palavras que escolhi ontem. Meu coração está profundamente triste com a dor que causou. Foi um erro, não racista, mas um erro.”

CrossFit não respondeu a um pedido de comentário sobre a ação da Reebok.

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