Julio César relembra carreira, exalta Romário e elogia Vinicius Júnior

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Publicado quarta-feira, 18 de abril de 2018 as 13:35, por: CdB

O goleiro do Rubro-Negro, que voltou ao clube da Gávea no início do ano, assinando contrato de três meses, explicou que a partida de despedida é uma homenagem, mas não para ele, e sim para “aqueles que permitiram que tudo acontecesse”

Por Redação, com EFE – do Rio de Janeiro:

O goleiro Julio César, do Flamengo, que pendurará as chuteiras neste fim de semana, foi destaques na edição desta quarta-feira do jornal esportivo italiano “Gazzetta dello Sport“, em entrevista que fala da carreira, do “7 a 1”, da passagem pela Inter de Milão, de Romário e até do promissor Vinicius Júnior.

O goleiro Julio César, do Flamengo

A publicação lembra que o jogador conquistou todos os títulos possíveis com o time ‘nerazzurri’; inclusive, a edição de 2009-2010 da Liga dos Campeões da Europa. Por isso, e outros grandes momentos, Julio garante que tudo acontece de uma forma especial.

– Tudo tem sido tão bonito como foi nesses 20 anos: é mais do que um sonho. Nunca, nem mesmo quando criança; eu imaginava uma carreira como essa – garantiu o goleiro; que também passou por Chievo, Queen’s Park Rangers, Toronto FC e Benfica, além de Flamengo e Inter.

Contrato de três meses

O goleiro do Rubro-Negro, que voltou ao clube da Gávea no início do ano; assinando contrato de três meses; explicou que a partida de despedida é uma homenagem; mas não para ele, e sim para “aqueles que permitiram que tudo acontecesse”.

– O Flamengo, seus torcedores, aos que me viram criança e me acompanharam até me tornar um homem; pronto para o futebol europeu. Agradecerei a eles – disse o veterano, que admitiu que deverá chorar no Maracanã; onde acontecerá o último jogo, neste sábado, contra o América Mineiro.

Questionado sobre o principal momento da carreira, Julio César pediu para citar três; um pelo clube do coração, outro pela Inter; na conquista do título europeu, e a última com a camisa da seleção brasileira.

– O primeiro, o Campeonato Carioca de 2001, no Flamengo e Vasco, em que precisávamos vencer por dois gols, e Petkovic anotou o 3 a 1, em cobrança de falta a dois minutos do fim. O segundo, obviamente é Madri (sede da decisão continental), em que fomos campeões, o ponto mais alto da minha carreira. O terceiro, a Copa do Mundo de 2014, as duas cobranças de pênalti contra o Chile – revelou.

Mundial disputada no Brasil

A falar sobre a edição do Mundial disputada no Brasil, Julio César admitiu que ainda não consegue explicar a goleada sofrida para a Alemanha por 7 a 1, nas semifinais. Admitiu que “a Alemanha conhecia nossas fraquezas”, mas que a seleção as mostrou sem dificuldade, além de ter contado o que lembrava da partida.

– Eu estava em campo e pensava: ‘é só um pesadelo, você já vai acordar. Depois, lembro de Thiago Silva no intervalo. Já estava 5 a 0 e ele tentou nos sacudir, mas houve um silêncio surreal. Ninguém estava falando – contou.

Indagado sobre o melhor atacante que enfrentou ao longo da carreira, o goleiro não titubeou e apontou um ex-companheiro de Flamengo e seleção brasileira.

– Romário. Ele inventava e não tinha remédio. Você nunca sabia como ele iria se mover – avaliou.

Por outro lado, Julio César avaliou um jogador com quem atua neste momento, o meia-atacante Vinicius Júnior, que o Flamengo vendeu para o Real Madrid, por 45 milhões de euros (R$ 189 milhões).

– Ele tem algo especial, faz coisas de um fenômeno. Mas ele é muito jovem, vamos dar um tempo para ele – disse o goleiro.

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