Kassio Marques terá que enfrentar perguntas sobre denúncia de plágio no currículo

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Publicado sexta-feira, 9 de outubro de 2020 as 15:05, por: CdB

Ao comentar o assunto, com jornalistas, Saul Tourinho Leal minimiza as acusações de plágio. Diz ele que são infundadas e as semelhanças entre seus trabalhos e a dissertação de Kassio são “fruto de esforço mútuo dos autores”.

Por Redação – de Brasília

Com a sabatina marcada para o próximo dia 21, no Senado, o desembargador Kassio Marques, indicado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF), enfrentará o questionamento dos parlamentares e uma polêmica, de início, já está colocada. O currículo acadêmico do magistrado contém dezenas de trechos idênticos, em sua dissertação de mestrado, ao conteúdo de quatro artigos do advogado Saul Tourinho Leal.

O desembargador Kassio Nunes recebe a indicação de Bolsonaro para o STF
O desembargador Kassio Nunes recebe a indicação de Bolsonaro para o STF

A tese de Kassio faz uso do material, sem fazer nenhum tipo de citação de que os textos foram publicados antes por outro autor.

Ao comentar o assunto, com jornalistas, Saul Tourinho Leal minimiza as acusações de plágio. Diz ele que são infundadas e as semelhanças entre seus trabalhos e a dissertação de Kassio são “fruto de esforço mútuo dos autores”.

Coincidência

O advogado disse ter “há anos uma relação acadêmica com o desembargador” e afirmou que os artigos copiados são resultado de “debates, discussões e troca de informações acadêmicas, que, em conjunto com o Kassio, constituíram um acervo doutrinário comum para ser utilizado na produção acadêmica de ambos”. Já Kassio Marques disse que se trata de coincidência.

O nome do relator da indicação de Kassio Marques ao STF foi decidido nesta sexta-feira. O cargo caberá ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), segundo adiantou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Kassio Marques, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi escolhido pelo presidente Bolsonaro para a vaga do ministro Celso de Mello, que se aposentará na próxima terça-feira.

Antes de assumir a cadeira no STF, um indicado ao tribunal precisa passar por uma sabatina na CCJ do Senado e por votação na comissão e no plenário da Casa. A CCJ já marcou a sabatina para o dia 21 de outubro.

Pelo Quinto

Kassio Marques entrou para a Primeira Região do Tribunal Regional Federal (TRF-I) em 2011, na cota de vagas para profissionais oriundos da advocacia, por escolha da então presidente Dilma Rousseff (PT). Natural de Teresina, foi advogado por 15 anos, fez parte da Comissão Nacional de Direito Eleitoral e Reforma Política da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Piauí e também foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do estado.

O juiz federal Klaus Kuschel, da 33ª Vara Federal de Minas Gerais, será o substituto de Nunes no TRF-I no período de 7 de outubro a 5 de novembro. O afastamento foi justificado “por motivo de férias e compensação de plantão”. A convocação de Kuschel foi autorizada pelo presidente do TRF-I, desembargador Ítalo Fioravanti Sabo Mendes, ad referendum da Corte Especial Administrativa.

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga do ministro Celso de Mello no STF, o magistrado poderá se dedicar no período ao ritual conhecido como ‘beija-mão’ que geralmente antecede as sabatinas no Senado. Caso o nome de Kassio Nunes seja aprovado pela Comissão, a indicação deverá ser analisada no mesmo dia, em Plenário.

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