Linha Amarela tem novo bloqueio após ataques de criminosos

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Publicado quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018 as 12:55, por: CdB

No dia anterior a via expressa foi interditada por três vezes, pela ação de moradores da comunidade, revoltados com a ação da Polícia Militar

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

A Linha Amarela, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro, que liga as Zonas Norte e oeste da cidade foi interditada na manhã desta quinta-feira. Na quarta o intenso tiroteio resultou na morte de três criminosos, entre eles, um dos líderes do tráfico de drogas da Cidade de Deus, Rodolfo Pereira da Silva. 

A Linha Amarela, uma das principais vias expressas do Rio de Janeiro, que liga as Zonas Norte e oeste da cidade foi interditada na manhã desta quinta-feira

No dia anterior a via expressa foi interditada por três vezes, pela ação de moradores da comunidade; revoltados com a ação da Polícia Militar (PM).  A concessionaria que administra a via fechou as pistas na altura da Cidade de Deus, na chegada à Zona Oeste; por motivos de segurança, após tiroteio por volta das 8h15 da manhã. 

De acordo com a Polícia Militar, uma viatura que passava pela Linha Amarela foi atacada hoje, por tiros, sem confronto com os criminosos. A PM informou que não realizava operação na comunidade no momento do ataque. O trânsito na via expressa foi totalmente liberado às 8h57, de acordo com a concessionária Lamsa, que administra a Linha Amarela.

O policiamento na Cidade de Deus segue reforçado pela Polícia Militar na parte alta, do conjunto habitacional Gabinal Margarida e, na parte baixa, onde ficam as casas da comunidade.

Secretário diz que Rio vive “situação complexa”

O secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, disse na quarta-feira; que o governo estadual vem “trabalhando para que instituições possam dar cada vez mais respostas”; que visem o combate às ações do crime organizado no Estado do Rio.

Sá fez uma avaliação do conflito a partir do fechamento da Linha Amarela; uma das mais importantes estradas da capital Fluminense, na quarta-feira. O confronto se deu após a morte de três traficantes da Cidade de Deus em troca de tiros com policiais militares.

– Nós estamos trabalhando para que as instituições possam dar cada vez respostas a ações como estas e que as forças de segurança possam minimizar e; se possível, impedir que isto continue acontecendo. A policia do Rio, apoiada até por forças federais, faz o que está ao seu alcance para evitar que fatos como os de quarta continuem a acontecer – afirmou o secretário.

Ele comentou ainda ainda que o Rio vive uma situação complexa; onde somente no ano passado quase 500 fuzis apreendidos pelas forças de segurança.”Numa situação complexa; enfrentando uma realidade de que a cada abordagem de carros suspeitos e apreensão de armas, tropeça-se em um fuzil; isso tem que gerar uma reflexão. Foram 499 fuzis apreendidos somente no ano passado”, afirmou.

O secretário disse também que a polícia está trabalhando para inverter esta situação; e lamentou que muitas das vezes se paga com a vida dos próprios PMs. “O que dizer para uma viúva de um policial? A polícia está 24 horas por dia à disposição da sociedade para evitar casos como o ocorrido no dia anterior; em que a Linha Amarela tem que ser fechada”.

PM

Roberto Sá afirmou que apesar de a PM trabalhar com estrutura precária; onde tem carro quebrado, helicóptero quebrado, chega a prender 4 mil pessoas por mês. “Nós apostamos muito na decisão do governador (Luiz Fernando Pezão) de criação do fundo estadual de segurança publica que vai dar ao gestor um mínimo de previsibilidade; para poder trabalhar e de ter investimento para a polícia poder trabalhar”, avaliou.

Ele fez estes comentários sobre o ocorrido na linha Amarela após participar de um seminário na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan). “Lamentavelmente mais uma vez uma via importante ficou fechada em razão da violência; mas isto está acontecendo porque a polícia está ali trabalhando e tentando evitar que delitos aconteçam contra à sociedade”, disse.

Jungmann

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também participou do evento promovido pela Firjan; também lamentou o confronto na Linha Amarela. “Lamento que isso esteja acontecendo (na Cidade de Deus); mas é a polícia trabalhando e fazendo o seu papel”, limitou-se a comentar.

Na palestra, Jungmann afirmou ser inconcebível que o traficante Nem; encarcerado num presídio a mais de 5 mil quilômetros do Rio; consiga comandar uma das quadrilhas, inclusive dando ordens para que outros bandidos invadam a Rocinha, uma das maiore favelas da América do Sul, situada em São Conrado, na capital Fluminense.

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