Em linha com o FMI, Rodrigo Maia já fala em reestruturação dos juros

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Publicado terça-feira, 7 de julho de 2020 as 19:09, por: CdB

Para o presidente da Câmara, que se referiu- ao cheque especial como uma “extorsão” ao cidadão, o ideal é que esse debate conte com a iniciativa do próprio sistema financeiro que, na opinião do deputado, precisa melhorar sua relação com a sociedade. Maia informou ainda, após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que testou positivo para Covid-19, que fará um exame de sangue, já que esteve com o chefe do Executivo há seis dias.

Por Redação, com Reuters – de Brasília e Washington

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira ser contra o tabelamento de taxas de juros de cartão de crédito e cheque especial, mas defendeu, por outro lado, que esses produtos passem por uma reformatação.

Maia defendeu que as mudanças no sistema de tributos são complexas e que é necessário avançar com calma
Maia defendeu que as mudanças no sistema de tributos são complexas e que é necessário avançar com calma

Para ele, que se referiu ao cheque especial como uma “extorsão” ao cidadão, o ideal é que esse debate conte com a iniciativa do próprio sistema financeiro que, na opinião do deputado, precisa melhorar sua relação com a sociedade.

Maia informou ainda, após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que testou positivo para Covid-19, que fará um exame de sangue, já que esteve com o chefe do Executivo há seis dias.

O presidente da Câmara minimizou o impacto político da doença de Bolsonaro, e disse acreditar que ele continuará suas atividades à distância, do Palácio da Alvorada, onde reside.

Dívida

Mais cedo, a economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) também tocou na necessidade de uma reestruturação do mercado financeiro. Muitos países podem precisar de reestruturação de dívida na esteira da pandemia global de coronavírus e de suas consequências econômicas, afirmou Gita Gopinath.

A executiva afirmou, ainda, em evento online organizado pela Universidade de Oxford que não existe crise de dívida no momento. Mas haverá uma “necessidade muito mais persistente de alívio de dívida para as nações mais pobres do mundo” devido à pandemia.

Uma vez que cerca de 40% dos países de baixa renda já estavam com dificuldades quanto à dívida ou em alto risco de tê-las, com um número em crescimento, ela disse que pode muito bem haver “uma necessidade de reestruturação de dívida em muitos países”.

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