Lula critica PF e reclama de ‘coerção’ dos agentes

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Publicado quinta-feira, 7 de novembro de 2019 as 12:37, por: CdB

“Você acredita que ontem entraram na cela que eu estou às 6 horas da manhã? Como se estivessem fazendo uma coerção”, disse Lula.

Por Redação, com Sputnik – de Brasília

O ex-presidente Lula criticou a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba (PR), onde está preso desde abril de 2018, citando entrada de policiais na sua cela às 6h. Em entrevista concedida ao Blog da Cidadania, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, revelou que a Polícia Federal fez uma “palhaçada”, ao entrar às 6h em sua cela, “como se estivessem fazendo uma coerção”.

Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá
Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá

– Ainda ontem [5 de novembro] fizeram uma palhaçada comigo. Você acredita que ontem entraram na cela que eu estou às 6 horas da manhã? Como se estivessem fazendo uma coerção – ressaltou.

No dia 1º de novembro, a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde Lula está preso, recebeu a visita do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para inauguração de uma delegacia. A “coerção”, referida por Lula, teria acontecido dias depois da visita de Moro e Dallagnol.

Em uma rede social, a publicação do trecho da entrevista em que Lula fala sobre a “palhaçada” que fizeram está sendo repercutida por internautas apoiadores do ex-presidente que começaram a subir a hashtag #LulaCorrePerigo que já ocupa os primeiros lugares nos assuntos mais comentados desta quinta-feira. São mais de 16 mil postagens da publicação desta matéria.

A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) disse sentir vergonha dos “opressores” de Lula, e postou o trecho da entrevista do ex-presidente em que ele fala sobre a “coerção”.

Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, São Paulo, pelo então juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça.

Diálogos mostram conluio entre Moro e procuradores

Conversas gravadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contrariam a hipótese de obstrução de Justiça, adotada pelo então juiz Sergio Moro para divulgar os grampos que permaneceram em sigilo de Justiça, até agora. É o que aponta o conteúdo obtido pela agência norte-americana de notícias Intercept Brasil, liberado para o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, em setembro.

Moro divulgou áudio com uma conversa entre a então presidenta da República Dilma Rousseff e Lula. O telefonema serviu como base à época para decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, de suspender a nomeação de Lula como ministro-chefe da Casa Civil. O hoje ministro da Justiça e Segurança Pública teria incorrido, assim, em uma falta grave, segundo o código de conduta da magistratura.

Lula e regime semiaberto

Em outubro, o Ministério Público Federal desistiu de cobrar a quantia de R$ 5 milhões para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa progredir ao regime semiaberto. Em setembro, o MPF afirmou que a progressão de regime só seria possível com “a reparação do dano” ou “devolução do ilícito”.

Procuradores disseram que o pagamento não precisaria ser feito antes de o ex-presidente deixar a cela na Polícia Federal, já que é uma execução provisória da pena. Lula não foi condenado em última instância.

No final de setembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta escrita a mão destinada ao povo brasileiro e aos seus advogados, sobre o pedido de procuradores do Ministério Público de progressão de sua pena para o regime semi-aberto. Lula rejeita abertamente a opção, já que classifica sua condenação como injusta e nula. “Não troco minha dignidade pela minha liberdade”, afirmou o presidente em sua primeira sentença.

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