Lula denuncia Bolsonaro por genocídio, em rede mundial de comunicação

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Publicado sábado, 12 de setembro de 2020 as 16:07, por: CdB

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ao canal russo de TV Rússia Today, com audiência em 123, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será alvo de um processo, em Corte Internacional de Justiça, pela prática de genocídio durante a pandemia, em curso no país.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado, ao canal russo de TV Rússia Today, com audiência em 123 países, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será alvo de um processo, em Corte Internacional de Justiça, pela prática de genocídio. Segundo Lula, “o presidente da República não cuida do país e sua população”.

Na entrevista à TVT, Lula admite que faltou coragem à direção do PT para enfrentar a onda fascista que assola o país
Lula acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), frontalmente, da prática de genocídio por suas atitudes durante a pandemia do novo coronavírus

Lula disse que a pandemia atingiu o Brasil com aviso prévio porque já estava ocorrendo em outros países. E que o presidente Jair Bolsonaro simplesmente deveria ter feito “o que seria óbvio”.

— Mas o presidente não sabe nada a não ser sobre armas e violência. Ele poderia ter promovido um comitê técnico com experts e cientistas. Poderia ter reunido os governos dos Estados e ter constituído um comitê de crise. E permitir que a sociedade brasileira participasse do processo de combate a doença. Para mitigar o impacto da pandemia no país. Mas ele não fez isso. Ele desacreditou a pandemia, dizia que as pessoas não deveriam usar máscaras e passou a receitar a hidroxicloroquina para a população — afirmou o líder petista.

Submisso

Lula também falou sobre a acusação de genocídio e afirma que, até hoje, o atual presidente continua banalizando a morte; desacredita a ciência e não acredita no povo brasileiro.

— A única coisa que ele faz é seguir as mesmas para baboseiras que o Trump faz nos Estados Unidos — disse ainda em sua resposta sobre a questão do genocídio.

Essa foi a primeira entrevista depois do histórico pronunciamento do Dia da Independência, em que acusou Bolsonaro de ser submisso aos Estados Unidos. Na entrevista ele volta a tratar do papel dos americanos na América Latina. E acusa o país de nunca ter aceitado o protagonismo internacional do Brasil desde a chegada do PT ao poder em 2003.

Golpe de Estado

A Russia Today, na abertura da matéria, registrou que ao chegar ao Palácio do Planalto, há 17 anos, Lula foi responsável por tirar 20 milhões de seus compatriotas da pobreza e de investir em educação. Na entrevista, Lula critica a resposta do governo Bolsonaro e analisa o papel dos médicos cubanos na luta contra o coronavírus.

Na entrevista, fala da perseguição judicial que sofreu por obra de setores do Ministério Público Federal e do ex-juiz federal Sérgio Moro, que o condenou à prisão e, em seguida, virou ministro de Bolsonaro.

Lula tratou, ainda, do papel do Departamento de Estado dos EUA, da CIA e do Departamento de Justiça dos EUA na deposição de Dilma Rousseff da Presidência da República. Ele também aponta o papel abusivo e ilegal de Moro e do procurador Deltan Dallagnol, além de relembrar as conquistas de sua administração no combate à fome.

Lula também saiu em defesa, ainda, em defesa do jornalista Julian Assange, fundador do site Wikileaks, conhecido por revelar documentos confidenciais de governos de diversos países, entre eles os EUA, que quer a extradição do jornalista.

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