Lula diz que EUA participaram na formulação do golpe de Estado, em 2016

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Publicado sexta-feira, 27 de dezembro de 2019 as 15:46, por: CdB

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete “brigar até restabelecer a democracia no Brasil”. A declaração, nesta sexta-feira, ocorreu durante entrevista concedida ao jornalista Nacho Lemus e veiculada pelo canal multiestatal TeleSUR, nesta sexta-feira.

 

Por Redação, com BdF – de São Paulo

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promete “brigar até restabelecer a democracia no Brasil”. A declaração, nesta sexta-feira, ocorreu durante entrevista concedida ao jornalista Nacho Lemus e veiculada pelo canal multiestatal TeleSUR. Em pouco mais de 30 minutos de conversa, o petista analisa as mudanças na conjuntura política brasileira desde junho de 2013 e é taxativo ao criticar o governo Bolsonaro:

— O povo brasileiro está perdendo o direito de sonhar — afirmou Lula.

Livre e diante da possibilidade da volta ao cenário eleitoral, Lula tem concedido um número cada vez maior de entrevistas

O ex-presidente atribui às manifestações de 2013 o início da “disseminação do ódio no país”, que levou, por exemplo, ao golpe contra a então presidenta Dilma Rousseff (PT), três anos depois. O ex-presidente ainda disse acreditar que os Estados Unidos podem ter sido responsáveis por promover aquelas mobilizações, já com intuito de desestabilizar o governo brasileiro.

— Elas já foram articuladas para garantir o golpe. Elas não tinham reivindicações específicas, mas foram incentivadas pela mídia brasileira e incentivadas, inclusive, de fora para dentro. Eu acho já que teve o braço dos Estados Unidos nas manifestações do Brasil — desconfia.

Direitos

Lula também foi questionado sobre as manifestações contra o neoliberalismo que sacudiram Chile, Colômbia e Equador no fim de 2019.

— A diferença é que essas manifestações são feitas para conquistar direitos — ponderou.

Na avaliação do ex-presidente, o ódio é disseminado, sobretudo pelos meios de comunicação, desde aqueles protestos, conhecidos como ‘Jornadas de Junho’.

— Tudo isso resultou na eleição do Bolsonaro. A negação da política, o ódio a politica, o ódio ao sindicato, o ódio à organização dos trabalhadores, o ódio à esquerda — enumera

O ex-sindicalista reforça, ainda, o papel do imperialismo nos golpes na América Latina.

— Em 500 anos de história, não conheço uma única atitude dos EUA em benefício da autonomia e da liberdade de algum país na América Latina — pontuou.

Instituições

Ainda na entrevista, Lula lembrou sua prisão política, que durou 580 dias, e ressaltou que a perseguição continua.

— Essa gente não pode ficar impune. Ou as instâncias superiores, que são responsáveis por garantir a democracia, tomam uma atitude, ou a gente vai ver uma minoria no Judiciário e no Ministério Público tentando destruir as instituições, tentando causar mal ao nosso país — lamentou.

De acordo com o militante de centro-esquerda, “um dia, a Lava Jato vai ser responsabilizada pelos prejuízos que causou à economia brasileira: só no Produto Interno Bruto (PIB), foram mais de R$ 142 bilhões, além dos mais de 2 milhões de desempregados”, concluiu.

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