Lula tenta falar no julgamento em Porto Alegre que revelará sua sentença

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Publicado quarta-feira, 3 de janeiro de 2018 as 13:53, por: CdB

Caso Lula vá ao TRF-IV, a direção do partido já planeja um ato de recepção ao ex-presidente, no próprio dia 24, na volta a São Paulo.

 
Por Redação – de São Paulo

 

Ex-presidente da República e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva quer comparecer ao próprio julgamento, no Tribunal Regional da Quarta Região (TRF-IV). O colegiado tende a manter a condenação feita pela juiz Sérgio Moro, dentro de 20 dias, na capital gaúcha. Normalmente, réus não têm direito à palavra, em sessões de tribunais de segunda instância. Mas Lula tentará um último recurso.

O ex-presidente Lula tenta um último recurso, antes da sentença

A defesa do li1der petista solicitou ao TRF-IV que o ex-presidente seja ouvido durante o julgamento. O pedido, no entanto, sequer apreciado pelos desembargadores do tribunal; e tende a ser negado. Lula estaria disposto a comparecer aos atos públicos marcados, em sua defesa, em Porto Alegre, apenas se a solicitação da defesa for aceita na Corte.

Caso Lula vá ao TRF-IV, a direção do partido já planeja um ato de recepção ao ex-presidente, no próprio dia 24, na volta a São Paulo. Ato seguinte, a Executiva Nacional do PT agendou uma reunião ampliada para reafirmar a candidatura do ex-presidente; mesmo que ele tenha sido condenado. Caso aconteça o pior; ou seja, a prisão do ex-presidente, ato seguinte a uma possível condenação, a reunião segue confirmada.

Ambiente conflagrado

Em Porto Alegre, no entanto, o ambiente é de tensão, com a proximidade do julgamento de Lula. O repórter fotográfico Guilherme Santos, do jornal Sul21, teve uma pistola apontada para a cabeça, na tarde passada, por um integrante da Brigada Militar; durante uma abordagem realizada nas imediações do prédio do TRF-IV. O relato consta no Viomundo, site editado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha.

“Guilherme foi abordado por quatro policiais em uma viatura da Brigada Militar, na avenida Augusto de Carvalho, cerca de 10 minutos depois de fazer algumas fotos externas do prédio do TRF4, onde será realizado o julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de janeiro. Na abordagem, segundo relata o repórter, um dos policiais apontou uma pistola para ele, pela janela da viatura, e ordenou que colocasse as mãos na cabeça”, relata.

Crachá visível

Ainda segundo o site, Guilherme Santos, que portava o crachá do Sul21 no momento da abordagem, identificou-se como jornalista e explicou que estava trabalhando. “Os policiais pediram o documento de identidade do repórter e passaram os seus dados pelo rádio. Após a identificação, ele foi liberado. Questionados sobre o motivo da abordagem, os policiais disseram que receberam um chamado para averiguar o que ele estava fazendo nas proximidades do prédio do tribunal”, acrescentou.

— Fiquei muito nervoso e sem reação na hora. Não entendi o que estava acontecendo. Não tinha nenhuma explicação para uma abordagem daquele tipo com arma apontada para a cabeça. Eu estava trabalhando, com a câmera no pescoço e o crachá visível na altura do peito — relatou Guilherme Santos.

A assessoria de comunicação social do TRF-IV disse que a ligação não partiu do Tribunal; e assegurou que não há nenhuma orientação para esse tipo de abordagem.

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