Maduro acusa EUA de empurrar Brasil para confronto armado contra Venezuela

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Publicado sábado, 7 de março de 2020 as 11:18, por: CdB

Maduro também pediu “máxima difusão” da campanha “As sanções são um crime”, que busca mostrar os danos causados pelas ações de Washington contra Caracas.

Por Redação, com Sputnik – de Caracas

O presidente venezuelano Nicolás Maduro acusou o governo dos EUA de “empurrar o Brasil para um conflito armado com a Venezuela”.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro
O presidente venezuelano Nicolás Maduro

– Pedimos aos setores democráticos e humanistas, ao povo do Brasil e às forças militares que detenham qualquer aventura de Jair Bolsonaro, em coordenação com Donald Trump, contra a Venezuela – pediu Maduro durante uma reunião com prefeitos e governadores no Palácio de Miraflores, em Caracas.

De acordo com o presidente venezuelano, Bolsonaro “foi convocado à mansão do (líder norte-americano) Donald Trump em Miami” para debater sobre a Venezuela “como único tema” na agenda. O encontro está programado para ocorrer neste sábado na residência de Mar-a-Lago, na Flórida.

– Da Casa Branca, foi decidido um plano para trazer guerra, terrorismo, para desestabilizar e encher a Venezuela de violência, para escalar um conflito armado e justificar uma intervenção militar em nosso país– denunciou o líder bolivariano.

Durante o evento, Maduro também pediu “máxima difusão” da campanha “As sanções são um crime”, que busca mostrar os danos causados pelas ações de Washington contra Caracas. Para o presidente venezuelano estas medidas coercivas dos EUA são “um desprezo supremacista e racista” contra o seu país.

Plano terrorista

Na Casa Branca se decidiu um plano terrorista para tentar desestabilizar a Venezuela. Contudo, temos a capacidade de enfrentar todas as dificuldades com inteligência, coragem, estratégia, capacidade de luta e utilização da força. Esse é e será o nosso sucesso!

Segundo o governo venezuelano, estas sanções causaram prejuízos equivalentes a US$ 40 bilhões (R$ 185 bilhões).

No dia 5 de março, Bolsonaro decidiu que os representantes diplomáticos venezuelanos no Brasil deveriam deixar o país e, se não o fizessem, seriam expulsos.

Assim como os Estados Unidos, Bolsonaro reconhece o autodeclarado presidente interino Juan Guaidó como mandatário legítimo da Venezuela.

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