Mandatário neofascista tenta fazer sucessor de Maia, para evitar o impeachment

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Publicado quarta-feira, 22 de abril de 2020 as 17:43, por: CdB

Bolsonaro também quer evitar que seus ministros, em especial o general Walter Braga Netto, da Casa Civil, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, reúnam-se com o presidente da Câmara. O mandatário chegou a impedir a realização de um encontro entre eles, previsto para esta semana.

Por Redação – de Brasília

O presidente da República, Jair Bolsonaro, busca entre os deputados do ‘Centrão’ alguém que possa concorrer à Presidência da Câmara, ao término do mandato de Rodrigo Maia. O risco de sofrer um impeachment aumenta, caso Maia permaneça no cargo por mais dois anos, avaliam analistas políticos ouvidos pela reportagem do Correio do Brasil.

Cada vez mais preocupado com a possibilidade de ser removido do cargo, o presidente Bolsonaro quer reabrir o comércio
Cada vez mais preocupado com a possibilidade de ser removido do cargo, Bolsonaro tenta influir na escolha do novo presidente da Câmara

Bolsonaro também quer evitar que seus ministros, em especial o general Walter Braga Netto, da Casa Civil, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, reúnam-se com o presidente da Câmara. O mandatário chegou a impedir a realização de um encontro entre eles, previsto para esta semana.

O relacionamento com o Executivo com o Congresso, segundo apurou o CdB, está em seu pior momento desde a posse de Bolsonaro, há mais de um ano e meio. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS), que teria solicitado à cúpula militar do governo a abertura de um canal de diálogo com o Legislativo, para evitar uma ruptura institucional, também entrou na linha de tiro do ‘Gabinete do Ódio’, instalado no Planalto segundo denúncia em fase de investigação, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.

Rubicão

Diante dos fatos, segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, Bolsonaro “cruzou o Rubicão” no momento em que participou de um ato golpista no último domingo. Segundo o dirigente, seu impeachment pode ser discutido após a pandemia de coronavírus.

— A gente já identificava esse viés autoritário. Mas, com clareza, acho que ele deu um passo a mais, ele atravessou o Rubicão. Para quem não conhece a história, o Julio César atravessa com seus exércitos no sentido de Roma e lança sua sorte no plano de ser um autocrata — afirmou.

Santa Cruz avalia que o impeachment de Bolsonaro pode ser discutido após o enfrentamento da fase mais aguda da pandemia de coronavírus.

— Depois da pandemia, acho que discussão é absolutamente cabível, tendo um olhar claro ao que ele fez durante esse período. Caberá ao conselho federal também discutir. Muita gente boa tem discutido se há até aqui ou não crime de responsabilidade, grandes juristas como Miguel Reale, acho que cabe abrir a discussão de forma democrática — concluiu.

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