Manifestantes protestam em Hong Kong 

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Publicado quinta-feira, 27 de junho de 2019 as 14:19, por: CdB

Milhões de pessoas têm ocupado as ruas nas últimas três semanas para exigir que o projeto de lei, que permitiria que criminosos suspeitos fossem enviados à China para julgamento em tribunais controlados pelo Partido Comunista Chinês, seja descartado por completo.

Por Redação, com Reuters – de Hong Kong

Hong Kong mergulhou no caos novamente nesta quinta-feira, conforme manifestantes protestavam do lado de fora do escritório da secretária de Justiça, bloqueando as vias e obrigando os trabalhadores a saírem, na última agitação a atingir a cidade por conta de uma lei de extradição, que agora foi suspensa.

Manifestantes protestam diante do Departamento de Justiça de Hong Kong

Milhões de pessoas têm ocupado as ruas nas últimas três semanas para exigir que o projeto de lei, que permitiria que criminosos suspeitos fossem enviados à China para julgamento em tribunais controlados pelo Partido Comunista Chinês, seja descartado por completo.

– Acho que esse movimento é muito bem-sucedido porque desta vez o objetivo é muito claro – disse Ken Yau, um manifestante, delimitando um contraste com o movimento democrático de 2014 em Hong Kong, que paralisou partes do centro financeiro asiático por 79 dias.

– Eu tinha 11 anos quando o Movimento Umbrella aconteceu. Eu só fui para os locais ocupados algumas vezes com minha família.

Calor de 32 graus

No forte calor de 32 graus Celsius, alguns manifestantes gritavam: “Retire a lei do mal, solte os mártires … Teresa Cheng, saia”, referindo-se à Secretária de Justiça. Outros gritavam: “Condenem a força excessiva da polícia e liberem os manifestantes.”

A polícia formou um cordão de isolamento para bloquear os manifestantes. Pequenas conflitos surgiram entre o grupo pró-democracia Demosisto e as autoridades.

“Luta pela Justiça”, “Hong Kong Livre” e “Democracia Agora” foram algumas das demandas estampadas nas faixas dos manifestantes.

O chefe da polícia, Stephen Lo, alertou sobre as conseqüências dos surtos de violência e condenou o que disse ser um ambiente de hostilidade que dificulta a tarefa de seus oficiais.

Tropa de choque

Nas primeiras horas da madrugada, a tropa de choque empunhando bastões e escudos enfrentou dezenas de manifestantes conforme eles rompiam o cerco da sede da polícia.

Os manifestantes têm aproveitado a reunião de líderes mundiais do G20, no Japão, para apelar para que a situação de Hong Kong seja colocada na agenda, uma medida certeira para incomodar Pequim, que prometeu não tolerar tal discussão.

– Sabemos que o G20 está chegando. Queremos aproveitar esta oportunidade para falar por nós mesmos – disse Jack Cool Tsang, 30, técnico de teatro que tirou um dia de folga do trabalho para protestar.

 

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